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Economia & Negócios

Investimento direto estrangeiro no país cai 44% em outubro, diz Banco Central

Volume de ingressos no mês somou em US$ 2,5 bilhões, abaixo da expectativa do BC

por FolhaPress

25/11/2021 - 14h08

Marcello Casal JrAgência Brasil

Edifício-sede do Banco Central no Setor Bancário Norte, em lote doado pela Prefeitura de Brasília, em outubro de 1967

Os investimentos diretos de estrangeiros no Brasil somaram US$ 2,5 bilhões (R$ 14 bi) em outubro, queda de 44% em relação ao mês anterior. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (25).

O volume ficou abaixo da expectativa do BC para o mês, de US$ 4 bilhões (R$ 22,4 bi).

Em 12 meses até outubro de 2021 foi registrada entrada líquida de US$ 49,2 bilhões (R$ 275,6 bi) em investimentos diretos.

No período, US$ 3 bilhões (R$ 16,8 bi) foram aportados no país por meio de participação no capital, quando a matriz estrangeira injeta recursos em troca de uma fatia da empresa brasileira. Na modalidade, a remuneração para a companhia investidora é feita a partir da distribuição de lucros.

Já os empréstimos intercompanhia, quando a matriz concede crédito à empresa brasileira, registraram saída líquida de US$ 547 milhões (R$ 3 bi). Nesse caso, o retorno da empresa estrangeira é feito com pagamento de parcelas fixas em um prazo determinado, com juros.

Os investimentos diretos no país são feitos por empresas que estabelecem um relacionamento de médio e longo prazo com o país e são menos voláteis por envolver decisões mais duradouras.

Para novembro, o BC projeta ingresso de US$ 3,9 bilhões (R$ 21,8 bi) na modalidade. De acordo com dados parciais do mês, até a última segunda-feira (22), os investimentos desse tipo totalizaram US$ 2,7 bilhões (R$ 15,1 bi).

O ingresso dessas aplicações no país foi impactado pela pandemia. Com a crise, esses investimentos despencaram em 2020. Em comparação ao ano anterior, o volume de aplicações caiu pela metade. Ao todo, foram aportados US$ 34,1 bilhões(R$ 191 bi) no país no período, contra US$ 69,1 bilhões (R$ 387,1 bi) no ano anterior. O número foi o menor desde 2009, quando foram investidos US$ 31,4 bilhões (R$ 175,9 bi).

A tendência é de recuperação em 2021, mas a modalidade ainda deve ficar abaixo do nível observado antes da crise sanitária.

Já o fluxo de investimento estrangeiro no mercado de ações, fundos de investimento e títulos públicos brasileiros foi positivo em outubro, com entrada líquida de US$ 1,5 bilhão (R$ 8,4 bi), após resultado negativo em setembro.

Na modalidade, foram aplicados US$ 802 milhões (R$ 4,4 bi) em títulos públicos e US$ 655 milhões (R$ 3,6 bi) em ações e fundos de investimento. No período de 12 meses, o resultado foi positivo em US$ 38 bilhões (R$ 212,8 bi).

Esse tipo de investimento normalmente apresenta queda em meses mais turbulentos porque é muito sensível a crises momentâneas e ruídos.

De acordo com o BC, em outubro as contas externas tiveram déficit de US$ 4,5 bilhões (R$ 25,2 bi) . Nos 12 meses, o resultado foi negativo em US$ 26,7 bilhões (R$ 149,5 bi) .

A projeção do BC para novembro é de déficit de US$ 7,8 bilhões (R$ 43,6 bi) em transações correntes.

A balança comercial teve resultado positivo de US$ 1,3 bilhão (R$ 7,2 bi) no mês. As exportações ficaram em US$ 22,8 bilhões (R$ 127,7 bi) , aumento de 27,8% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 21,5 bilhões (R$ 120,4 bi) , alta 52% na mesma base de comparação.

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