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Economia & Negócios

Covid-19: pequenas lojas já fecham por faltas de funcionários positivados

Sindicato lançou campanha para alertar empresários sobre a importância de retomar cuidados básicos e protocolo geral

por Tânia Morbi

14/01/2022 - 05h00

Aceituno Jr./JC Imagens

Walace Sampaio, presidente do Sincomércio, pede atenção

O Sindicato do Comércio Varejista de Bauru e Região (Sincomércio) lançou uma campanha de alerta aos empresários para que retomem os cuidados básicos para evitar a contaminação da Covid-19. No material de divulgação da campanha o alerta feito é: "Covid. De volta aos cuidados básicos".

Segundo a entidade, a propagação do vírus já afeta o comércio, levando pequenas empresas a fecharem as portas por falta de funcionários, afastados devido à doença.

Segundo o presidente do sindicato, Walace Sampaio, com a percepção de que, a partir do final do ano, as pessoas diminuíram a preocupação em manter os cuidados básicos de prevenção, como usar máscara, manter o distanciamento e usar álcool em gel, a entidade decidiu lançar a campanha de alerta. "Entendemos que era o momento de a gente fazer este alerta sobre a retomada dos cuidados básicos. Houve um relaxamento. Então, entendemos que era o momento de fazer o alerta e pedir às empresas que tomem os cuidados básicos", afirmou.

Um exemplo do relaxamento nas ações preventivas, ressaltado por Walace, é a manutenção de cartazes oficiais que orientam sobre a obrigatoriedade do uso de máscara, exigidos por um decreto do Governo Estadual, que ainda está em vigor.

"A empresa é responsável pelo uso da máscara por funcionários e clientes. Ela tem que cuidar disso. Então, chamamos a atenção dos empresários para voltarem a olhar isso com atenção", afirmou. A recepção dos empresários à campanha tem sido positiva, de acordo com o presidente.

Outra orientação que a entidade tem dado aos empresários é para que aceitem o comprovante de agendamento para testagem, feito por funcionários com suspeita de contaminação, como justificativa de falta. A dificuldade em conseguir fazer testes, devido à grande procura, também é um problema enfrentado pelas empresas, segundo Walace.

PORTAS FECHADAS

Apesar dos esforços feitos pelo sindicato e por empresários, as baixas causadas pela disseminação do vírus já afetam o comércio, provocando, inclusive, o fechamento temporário de pequenos negócios devido à falta de mão de obra de funcionários afastados pela contaminação do vírus. "Tem várias empresas já com dificuldade de fazer o atendimento, porque tem número muito grande de funcionários afastados, e temos casos de pequenas empresas que tiveram que fechar, porque o proprietário e funcionários estavam todos com Covid-19", afirmou.

A preocupação da entidade é que a contaminação leve à falta de funcionários para atender no comércio. "Nós não sabemos a progressão que isso vai ter. Mas é uma preocupação. A orientação que estamos passando é que, em caso positivo, a empresa afaste o funcionário, e quando tenha em sua residência um caso de uma pessoa que esteja em isolamento por suspeita de Covid, também faça o afastamento. Este é o cuidado básico que a empresa tem que ter para se preservar e preservar os clientes. E isso, na proporção que está caminhando, fatalmente vai criar problema para o atendimento", ressaltou.

Para o presidente, o momento exige uma campanha de iniciativa do poder público, de qualquer esfera, para reforçar a importância da prevenção. "Não é difícil a fixação, porque hoje todos estamos com medo e quando se está com medo, se respeita as regras, mas falta essa divulgação", avaliou.

Walace Sampaio é contrário ao fechamento de empresas, justamente porque defender a rigidez na manutenção do distanciamento social e das medidas preventivas.

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