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Economia & Negócios

Argentinos têm maior inflação dos últimos 30 anos

População protesta contra alta de preços e por melhores aposentadorias

por FolhaPress

13/05/2022 - 05h00

Buenos Aires - No dia em que a Argentina registrou a maior inflação dos últimos 30 anos, de 58% em 12 meses, a Praça de Maio, icônico lugar de protestos em Buenos Aires, encheu-se de manifestantes. Muitos vieram de várias partes do país em grupos de organizações sociais, sindicatos ou de modo independente.

Com bandeiras que pedem fim da fome, melhores condições salariais e trabalho digno, manifestantes reivindicam medidas para reduzir a inflação --hoje a segunda mais alta da América Latina, depois apenas da Venezuela-- e mais gasto social em planos de assistência e em pensões para os aposentados.

Desde o começo da tarde, várias quadras do centro da cidade estiveram com o trânsito bloqueado devido ao movimento dos participantes, que vinham com bandeiras, cartazes e ao som de tambores.

Nesta quinta-feira (12) o Indec (IBGE argentino) registrou que a inflação interanual do país, em 12 meses, chegou a 58%. Em abril, a alta no custo de vida dos argentinos foi de 6% --o que mais puxou o custo de vida foram os preços de alimentos e roupas.

Segundo uma pesquisa do Management & Fit, a inflação é hoje a principal preocupação de 43,4% dos argentinos.

REELEIÇÃO

O presidente Alberto Fernández, em viagem à Europa, disse em entrevista a uma TV espanhola que será candidato à reeleição em 2023. "Parece piada", comenta Nahuel. Sobre a inflação, o mandatário afirmou, apenas, ao conhecer o resultado divulgado nesta quinta-feira, que "não está conforme com os índices atuais". A única ação concreta para tentar reduzir os preços foi as tentativas de congelamento impostas pela secretaria de comércio. Guzmán considera que apenas esse recurso não é suficiente.

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