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Economia & Negócios

Diesel atinge novo recorde

Preço médio já passa de R$ 7 em 12 estados; o valor é 2,9% superior ao recorde atingido após mega-aumentos de março

por FolhaPress

14/05/2022 - 05h00

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Postos de combustíveis ajustam os preços para o consumidor

Rio de Janeiro  - Com o repasse do último reajuste nas refinarias da Petrobras, o preço do diesel nos postos brasileiros subiu 3,2% esta semana e atingiu novo recorde desde o início da pesquisa semanal de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), em 2004.

O preço médio do combustível chegou a R$ 6,847 por litro. O valor é 2,9% superior ao recorde atingido na semana de 19 de março, logo após os mega-aumentos promovidos pela Petrobras, e 44% superior ao pior período da greve dos caminhoneiros de 2018.

A pesquisa da ANP encontrou o litro de diesel a até R$ 8,300, em Cruzeiro do Sul (AC). O preço máximo detectado pela agência esta semana, porém, é 1,1% inferior ao verificado na semana anterior, em Porto Seguro (BA).

Em 12 estados, o preço médio do combustível já passa de R$ 7 por litro. A média estadual mais alta foi verificada no Acre: R$ 8,067 por litro.

O reajuste no preço do diesel anunciado pela Petrobras na segunda-feira (9) provocou a demissão do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

A empresa alegou que precisava acompanhar a evolução das cotações internacionais do produto, que já tinha defasagens superiores às verificadas antes do mega-aumento de março. O aumento, de 8,87%, porém, não foi suficiente para zerar a diferença.

Embate com estados: governo vai ao STF

O governo recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para garantir a redução do ICMS sobre o óleo diesel prevista em lei aprovada pelo Congresso em março, mas alvo de manobra dos estados para manter a arrecadação. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, acatou o pedido do governo e suspendeu parte da resolução do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que trata da cobrança do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel. A Advocacia-Geral da União (AGU), diz que a medida é inconstitucional por permitir a diferenciação de alíquotas do diesel entre os estados, prejudicando o consumidor com aumentos excessivos do combustível.

A lei previa um período de transição, até o fim do ano, em que os estados deveriam fixar uma alíquota equivalente à média dos últimos 60 meses, com queda na carga tributária atual sobre os combustíveis.

Na prática, não houve mudança no valor cobrado pelos governos estaduais.

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