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Economia & Negócios

Primeiro ato da nova presidente da CEF é afastar sete funcionários

Ministério Público do Trabalho inspecionou ontem a Caixa Econômica em caso sobre assédio sexual; 20 serão trocados

05/07/2022 - 05h00

Reprodução/TV Record

O afastamento foi recomendado pelo Conselho, diz Daniella

Brasília - A nova presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, afirmou que o vice-presidente de logística, Antonio Carlos Ferreira, e seis funcionários vinculados à presidência do banco foram afastados dos cargos após denúncias de assédio sexual e moral. "Existem os cargos de confiança da presidência, que aí houve uma recomendação de afastamento, pelo Conselho a mim, porque essa é uma responsabilidade e caneta minha. Então são chefe de gabinete, e cinco têm uma função que se chama consultor estratégico, que são as pessoas que estão no entorno da presidência", disse, em entrevista à GloboNews, reproduzida pelo portal Uol, ontem à tarde.

A nova presidente do banco explicou que, além de desejar "isolar esse episódio e a apuração", é natural que se leve pessoas de confiança para os cargos estratégicos e que deve afastar outros membros do conselho. "A gente afastou cinco consultores estratégicos inicialmente. São 20 e possivelmente eu vou trocar os 20 porque quero criar núcleos temáticos no modelo de gestão que eu trabalho", disse. Os sete de hoje se somam ao ex-presidente Pedro Guimarães, que deixou o cargo na última quarta-feira (29). O ex-vice-presidente de Negócios de Atacado Celso Leonardo Barbosa, apontado como quem acobertava os atos do ex-número 1 da instituição, também pediu demissão na última sexta-feira.

Ministério Público do Trabalho inspeciona a Caixa

O Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou, na manhã desta segunda-feira (4), inspeção na sede da Caixa Econômica Federal, em Brasília, no âmbito das denúncias de assédio sexual que na semana passada levaram à renúncia do então presidente do banco público, Pedro Guimarães.

Segundo informações do MPT, o objetivo é averiguar a dinâmica de funcionamento e circulação de pessoas no gabinete da presidência da Caixa, bem como em outros ambientes ocupados pela cúpula do banco público. O procedimento é usual nesse tipo de investigação.

Ainda de acordo com o órgão, não houve encontro entre o procurador titular do MPT Paulo Neto, responsável pelo caso, e a nova presidente da Caixa, Daniella Marques. Ele foi recebido pelo diretor jurídico do banco, Gryecos Attom Valente Loureiro.

Em despacho, o procurador decidiu incluir também o assédio moral entre os supostos crimes denunciados, além do assédio sexual.

Nesta segunda-feira (4), o Tribunal de Contas da União (TCU) também abriu investigação para apurar as denúncias de assédio sexual dentro da Caixa. 

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