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Economia & Negócios

Brasil reforça maior juro real do mundo com alta da Selic

por FolhaPress

06/08/2022 - 05h00

São Paulo - A alta da taxa básica de juros na quarta-feira (3) reforçou a posição do Brasil como líder do ranking mundial de juros reais, posição que ocupa desde a reunião de maio do comitê monetário do Banco Central, segundo levantamento do portal MoneYou e da gestora Infinity Asset Management, divulgado ontem (5).

Para chegar ao juro real —taxa nominal descontada a inflação—, o estudo considerou projeção de alta dos preços ao consumidor para os próximos 12 meses, assim como as taxas negociadas no mercado de juros com vencimento também em 12 meses.

Esse cálculo apontou que os juros efetivos brasileiros estão em 8,52%, mais do que o dobro do segundo colocado, o México, cuja taxa é de 4,2%.

Referência para o rendimento de títulos de renda fixa, os Estados Unidos aparecem na 25ª posição com um retorno negativo de 3,25% ao ano. O ranking tem 40 países.

A Argentina é 11ª da lista, com uma taxa efetiva de 0,57%, embora ostente juros nominais de 60% ao ano, os mais altos do planeta.

Considerando as taxas nominais, o Brasil possui a a terceira maior, de 13,75% ao ano, atrás da Turquia (14%) e da Argentina.

O relatório também destaca a tendência mundial de aumento dos juros, uma necessidade observada por muitos bancos centrais diante da disparada da inflação global neste ano.

Entre os 40 países que fazem parte do ranking, 33 deles (82,5%) elevaram suas taxas e apenas 1 (2,5%) cortou. Seis (15%) não fizeram alterações.

Juros altos dificultam o acesso ao crédito, inibindo o consumo e freando a atividade econômica de modo geral.

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