Bauru e grande região

Esportes

Torcedores noroestinos pedem apoio ao clube

por Wagner Teodoro

06/02/2015 - 07h00

Eder Azevedo

Integrantes do grupo defensor da iniciativa: Henrique Perazzi de Aquino, José Roberto Pavanelo, Gustavo Lopes, Claudio Amantini, Bruno Rossi, Caio Augusto, Vitor Vieira, Junior Gonçalves, Herminio Santinho e Nilson Costa

Um grupo de torcedores do Noroeste, capitaneado pelo ex-presidente e conselheiro vitalício do clube Cláudio Amantini, faz um apelo aos empresários locais, ao poder público municipal e à população de Bauru em geral por apoio ao Norusca para que a equipe consiga se reerguer no cenário do futebol estadual e resgaste seu prestígio. Além disso, cobram um conselho deliberativo atuante nas decisões do clube.


Em tom emocionado, Amantini conclama os bauruenses a abraçarem o clube, que pela primeira vez em sua história vai disputar, em 2015, a Série B, quarta e última divisão do futebol profissional paulista. “Estamos pedindo pelo amor de Deus que ajudem o Noroeste. O Noroeste tem uma tradição de time grande e não é de jogar fora. Faço um apelo a todo bauruense para que dê uma ajuda ao Noroeste. A população tem que entender que tem que ajudar. Tenho certeza que seremos ouvidos. É uma vergonha para Bauru o que está acontecendo com o Noroeste”, qualifica.


Amantini faz questão de ressaltar que o grupo de torcedores apoia a atual administração e quer contribuir com o clube. “A atual diretoria é excelente, mas está sofrendo bastante. Os diretores estão fazendo o que podem. Outras diretorias fizeram muita burrada, gente que não tem condição de administrar o futebol. Eu sofro, mas a torcida sofre muito mais”, constata.


“O que queremos é chamar a população de Bauru para ajudar o clube. Estamos todos preocupados. Queremos levantar a cidade, os empresários para ajudar. Não pode ficar do jeito que está”, reitera.


O ex-prefeito Nilson Costa, um dos integrantes do grupo de torcedores, lembra as dificuldades legais para o apoio do poder público ao esporte profissional, mas aposta em soluções criativas.


“O problema com o poder público é que a Lei de Reponsabilidade Fiscal não permite que se financie esportes profissionais. Há que se encontrar um caminho. Depende do raciocínio do prefeito em vigor. A Lei Pelé criou uma situação proibitiva para os clubes. O profissionalismo está muito caro”, avalia.


OUTROS PONTOS


Amantini salienta que outra “frente” do grupo de torcedores é a luta por um Conselho Deliberativo atuante no clube. “Queremos um conselho forte, mais preciso, que apareça nas reuniões. Quando faz um chamamento vão quatro, cinco no máximo”, lamenta. O ex-presidente se coloca também veementemente contra a proposta de transferência da administração e manutenção do Complexo Damião Garcia para prefeitura. “Querem tirar o estádio. Eu comprei e paguei e querem passar para a Prefeitura. Os estádios do futebol amador estão todos arrebentados. Não pode ser. Eu vou brigar a vida toda a favor do Noroeste”, desabafa.

Dinheiro para reforços


José Roberto Pavanello, da torcida Sangue Rubro, explica que a torcida está preocupada com a qualidade da equipe que vai disputar a Série B. A dúvida é se o time, que terá praticamente a metade do elenco e a comissão técnica oriundos da parceria com a Ferroviária, terá condições de conseguir o acesso. “O que o Noroeste tem é R$ 90 mil de orçamento mensal, não tem mais nada. A diretoria nos falou que não vai se endividar, fazer loucuras e nem colocar o Noroeste em risco. Eles estão pagando e colocando a casa em ordem. Os salários estão em dia. Mas a preocupação é, se não dão certo estes 15 jogadores que estão vindo da Ferroviária, como vai reforçar o time sem dinheiro? Como vai contratar?”, questiona o torcedor. Por isso, o apelo do grupo de torcedores por apoio financeiro ao clube.