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Esportes

Perde força proposta de clubes-empresas

10/10/2019 - 06h00

Depois de ser recebida com entusiasmo por dirigentes dos principais clubes do País, a proposta de transformar clubes em empresas, aos poucos, vai perdendo interesse - ao menos publicamente. Quem acompanha as discussões diz que os detalhes do anteprojeto de lei que está sob relatoria do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) traz muita "insegurança jurídica" em questões envolvendo contrato de atletas e eventuais pedidos de recuperação judicial. Os dirigentes também estão temerosos quanto aos custos que demandaria o novo modelo de tributação.

Acostumados a decidir os rumos do futebol brasileiro, os cartolas ainda deixam transparecer inconformismo com o fato de a proposta ter partido da Câmara dos Deputados, e não dos clubes. Formada por agremiações das quatro séries do Brasileiro, a Comissão Nacional de Clubes da CBF se reuniu duas vezes na sede da entidade para discutir o assunto. Na primeira, os dirigentes saíram empolgados. Na segunda, emitiram um comunicado conjunto manifestando preocupação com diversos pontos do projeto e pedindo mais tempo para discussão. A intenção no Congresso, contudo, é de colocar o Projeto de Lei (PL) em votação ainda este semestre.

Em agosto, 15 dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro afirmaram apoiar o projeto de transformação das agremiações em empresas. Desde então, o cenário mudou. Oficialmente, a CBF diz que apenas acompanha as discussões, já que a comissão de clubes é "o foro próprio, soberano e independente" para debater essas questões, segundo palavras do secretário-geral da confederação, Walter Feldman. Ele nega, contudo, que haja "um clima negativo."

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