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Presidente do Rio Preto defende encerrar campeonato com Noroeste campeão

Proposta também prevê ano sem rebaixamento e seria saída para pandemia de coronavírus que complica os clubes financeiramente

por Luis Felipe Carrion

24/03/2020 - 20h47

Divulgação

"O Rio Preto Esporte Clube entende que a competição acabou", diz José Eduardo Rodrigues

Com os campeonatos de futebol cancelados Brasil afora, devido à epidemia de coronavírus, começam a surgir discussões sobre o que fazer com as competições interrompidas e os atletas proibidos de treinar. Na Série A3 do Campeonato Paulista, o presidente do Rio Preto, José Eduardo Rodrigues, propôs uma solução durante a reunião que definiu a paralisação da competição: dar o campeonato por encerrado, promovendo Noroeste e São Bernardo, líder e vice-líder, além de cancelar o rebaixamento.

Em contato com o JC, o dirigente explicou sua posição. “O Rio Preto Esporte Clube entende que a competição acabou. Que não há previsão de retorno e a nossa proposta oficialmente feita na ocasião foi que o Noroeste, pela campanha extraordinariamente bem realizada, fosse considerado o campeão e o São Bernardo vice, com o acesso de ambos à Série A2. O descenso seria suspenso e no ano que vem quatro clubes cairiam. A competição seria encerrada”, explica Rodrigues.

A proposta, entretanto, sequer foi colocada à mesa para discussão entre os 16 clubes que disputam a Série-A3 e a Federação Paulista anunciou a suspensão do certame por tempo indeterminado. Ainda segundo o mandatário da agremiação rio-pretense, a proposta tinha boas chances de ser aprovada, já que teve aceitação em conversas prévias entre os dirigentes.

QUESTÕES ECONÔMICAS

A principal dificuldade que os clubes pequenos estão enfrentando nessa parada forçada no calendário de jogos é com os contratos, já que a grande maioria firmou compromissos com os jogadores até o final de abril, quando terminam os estaduais. Para José Eduardo Rodrigues, a proposta de terminar a Série A3 também ajudaria a aliviar os times do ponto de vista financeiro.

“Você não sabe quando esse campeonato poderá ser reiniciado e se será reiniciado. Os clubes estão em uma encruzilhada. Com contratos vigentes, pagamentos a serem feitos aos atletas e o campeonato suspenso. Quem é que garante que esse campeonato será reiniciado e em que condições ele recomeçaria? Atletas fora de forma, com contratos já vencidos. É um quadro atípico e todos os clubes teriam uma dificuldade enorme”, salienta.

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