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Esportes

Thomas Bach diz que Jogos serão disputados em 2021

Declarações do presidente do COI ocorrem em meio ao crescimento do número de casos de Covid-19

22/01/2021 - 05h00

en.wikipedia.org/Reprodução

Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI)

Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados em um ano por causa da pandemia do novo coronavírus, irão ocorrer em 2021. Isso é o que garante o alemão Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), que declarou nesta quinta-feira (21) que está convencido de que o evento será disputado nas datas programadas - entre 23 de julho e 8 de agosto -, acrescentando que "não há um plano B".

"Nós não temos, neste momento, nenhuma razão para acreditar que os Jogos Olímpicos de Tóquio não começarão no dia 23 de julho no estádio Olímpico de Tóquio. Isto é porque não há plano B e porque estamos totalmente comprometidos em fazer estes Jogos seguros e bem-sucedidos", afirmou Bach em entrevista ao jornal japonês Kyodo News.

As declarações do presidente do COI ocorrem em meio ao crescimento do número de casos de Covid-19 no mundo e ao aumento das restrições no Japão, onde a população japonesa cada vez mais se mostra contrária à realização do evento esportivo.

No último dia 7, o governo do Japão declarou estado de emergência em Tóquio e em algumas regiões da região metropolitana, com duração prevista de um mês. A entrada de cidadãos estrangeiros foi proibida no país - antes da virada do ano os privilégios concedidos a atletas já haviam sido retirados.

Três dias depois, a imprensa japonesa publicou uma pesquisa que revelava que 80% dos japoneses são contra a realização dos Jogos de Tóquio-2020 no cenário atual.

Nesta semana, um porta-voz do governo confirmou a realização das Olimpíadas e disse que a vacina não será um pré-requisito. Keith Mills, que foi vice-presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Londres-2012, no entanto, mostrou-se pessimista: "Muito improvável de acontecer".

COB planeja quarentena de 12 dias para atletas brasileiros

Os atletas brasileiros vão precisar encarar uma quarentena de 12 dias no Japão para a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados de 2020 para este ano. De acordo com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), esta é a previsão de tempo para que os competidores possam se adequar aos protocolos do governo japonês. Este isolamento, contudo, não deve ser absoluto. O COB pretende colocar um atleta por quarto em solo japonês, mas admite que alguns esportistas terão de compartilhar o local, embora com "distanciamento".

"Sempre que possível o atleta terá o quarto individualizado. Quando não for possível, nós teremos uma distância de 1,5 metro entre as duas camas e, no máximo, dois atletas por quarto. É importante dizer que todo o protocolo do governo japonês será cumprido durante todo o processo de aclimatação dos nossos atletas em Tóquio", afirma o diretor-geral do COB, Rogério Sampaio.

Pela primeira vez, o dirigente falou sobre o período de isolamento dos atletas ao desembarcarem no Japão. E disse que os brasileiros chegarão aproximadamente 12 dias antes de iniciarem suas participações nas Olimpíadas. A estimativa do COB é de que o País será representado por entre 270 e 300 atletas.

"Tudo aquilo que for exigido pelo governo japonês, para a entrada no país e para a participação nos Jogos Olímpicos, o Time Brasil irá cumprir. Hoje nós estamos cumprindo todos os protocolos exigidos pelo Comitê Organizador e pelo governo japonês. A chegada 12 dias antes dos Jogos é o suficiente para cumprir todos estes protocolos e ao mesmo tempo fazer a aclimatação dos nossos atletas", comentou.

Entre outros cuidados gerados pela pandemia, Sampaio revelou que os atletas vão receber seus uniformes diretamente nos quartos de hotel, evitando o deslocamento para a retirada em outros pontos da cidade. Sampaio disse ainda que o Comitê contará com testes especiais para a Covid-19, a partir de uma parceria da entidade com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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