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Adeus, Leleco

Companheiro de Pelé no Baquinho, o ex-atacante morreu vítima de Covid-19, aos 81 anos

por Cinthia Milanez

08/04/2021 - 05h00

Fotos: arquivo pessoal

Leleco jogou com Pelé no Baquinho

Foi no Baquinho da década de 50 que o então ponta-esquerda e centroavante Armando Henrique Laranjeira jogou com Pelé. Embora tenha optado por trabalhar como representante comercial, Leleco, como os colegas do time costumavam chamá-lo naquela época, manteve a sua paixão pelo futebol até perder a batalha contra a Covid-19, na tarde de terça-feira (6). Aos 81 anos, o aposentado deixou a esposa, três filhos e duas netas. Ele estava internado em um hospital particular de Bauru havia dois meses.

De acordo com o primogênito de Leleco, o empresário Paulo Laranjeira, de 57 anos, o seu pai acabou hospitalizado depois de apresentar uma infecção urinária, momento em que contraiu a Covid-19. "Ele era tão presente que, quando eu atuei no futebol profissional, assistia a quase todos os jogos da arquibancada", exalta.

Ainda segundo Paulo, o aposentado nasceu em Araraquara, mas chegou a Bauru ainda criança. Pouco tempo depois, ele entrou para o Baquinho e conheceu Pelé. A amizade perdurou até depois da fama do Rei do Futebol. "Tanto que, quando a nossa família se mudou para São Paulo e havia algum jogo entre Santos e Portuguesa, time para o qual o meu pai torcia, os dois se viam após a disputa", relembra.

O empresário revela que o seu pai jogou apenas no Baquinho e optou por trabalhar como representante comercial em vez de se profissionalizar no futebol. "Eu acabei seguindo adiante e passei por times como Noroeste, XV de Jaú e Guarani, mas parei de jogar para abrir a minha empresa de confecção de uniformes", comenta.

AMOR POR BAURU

Depois que se casou com a dona de casa Maria Aparecida Lima Laranjeira, de 79 anos, com quem conviveu por 64 anos, Leleco se mudou para São Paulo a trabalho. Paulo, inclusive, nasceu na Capital Paulista. "Ele gostava muito de Bauru e decidiu voltar para não mais sair", acrescenta.

Além da companheira Maria Aparecida, que o aposentado conheceu na época em que ambos estudavam na escola Ernesto Monte, ele deixou os filhos Paulo, Ana Paula e Adriana, bem como as netas Mariana e Beatriz.

Sem velório, o corpo de Leleco foi enterrado às 11h30 desta quarta-feira (7), no Cemitério da Saudade, em Bauru, onde os seus pais estão sepultados.

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