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Bronze em Tóquio, Alison dos Santos muda jeito de correr

Para 2022, ele pretende reduzir para 12. Isso é possível por causa de sua estatura; isso é um diferencial

por Estadão Conteúdo

16/01/2022 - 05h00

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Intenção é aproveitar a estatura de 1,92m para reduzir passadas

Depois da medalha de bronze nos 400 metros com barreiras na Olimpíada de Tóquio, Alison dos Santos já tem uma estratégia definida para continuar com bons resultados em 2022. Durante as provas, a intenção é aproveitar a estatura de 1,92m para diminuir o número de passadas entre as barreiras. Com isso, ele espera correr de forma mais natural e ser mais rápido. Atualmente, Alison dá 13 passadas entre uma barreira e outra durante as provas.

Para 2022, ele pretende reduzir para 12. Isso é possível por causa de sua estatura, um diferencial entre os seus principais competidores. O número de passadas na prova é padronizado, treinado exaustivamente, não há improviso. Mas ele varia de competidor para competidor, cada um define seu ritmo de acordo com o biotipo.

"Antes, eu tinha de 'segurar' um pouco minha corrida para fazer essa quantidade de passadas. Com a mudança, vou correr solto, mais próximo do que acontece naturalmente, do jeito que eu correria se não tivesse barreiras", diz o paulista de 21 anos.

O técnico Felipe de Siqueira afirma que a mudança já vem sendo treinada. "A gente acredita que o Alison possa ser mais rápido na primeira metade da prova. Estamos treinando. Vamos ver o desenvolvimento do Alison para ver se isso vai acontecer. Se acontecer, nós acreditamos que ele possa melhorar o resultado pessoal dele". Com a mudança, Alison espera ter um ano ainda melhor do que foi em 2021, quando seus resultados "explodiram". Ele correu 8 vezes abaixo dos 48 segundos, quebrando em 6 delas o recorde sul-americano. Na final olímpica, o corredor do Esporte Clube Pinheiros cravou 46s72 e se tornou o terceiro mais rápido da história dos 400m com barreiras, superado apenas pelos atletas que ficaram à frente dele: o americano Rai Benjamin (46s17) e o norueguês Karsten Warholm (45s94), dono do recorde mundial.

Com o bronze, Alison encerrou um jejum de 33 anos sem conquistas nacionais em provas individuais de pista do atletismo brasileiro. As últimas haviam sido o bronze de Robson Caetano, nos 200 m rasos, e a prata de Joaquim Cruz, nos 800 m rasos nos Jogos de Seul, em 1988.

A sequência de bons resultados, especialmente a medalha olímpica, colocou Alison em outro patamar no esporte brasileiro. Eleito pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) como o principal nome do atletismo nacional no ano passado entre os homens, o barreirista será o destaque do projeto Sesc Verão, iniciativa que procura aproximar o público dos ídolos do esporte com dezenas de atividades nas 45 unidades do Sesc em São Paulo.

Alison vai participar de uma apresentação esportiva de corrida no Sesc Pompeia, no dia 21. "Gosto disso de conversar e brincar de uma maneira informal e ter esse contato com o público. Isso me cativa bastante", explica.

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