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Beakman traz seus experimentos a Bauru e encanta

por Bruna Dias

18/09/2013 - 05h00

Fotos/Isabela Ribeiro/Divulgação

O personagem Beakman dá início a um experimento durante a Semana de Engenharia da Unesp

“Você sabia que era tão famoso assim, aqui no Brasil?”. “Não”, respondeu Beakman, ou melhor, Paul Zaloom, aos risos. O personagem, que hoje não se separa mais do ator, foi recepcionado por centenas de fãs que lotaram ontem o Ginásio Guilhermão da Unesp para assistir aos seus experimentos. A presença em Bauru faz parte de uma série de visitas em nível mundial.

Quando a música de introdução do programa “O Mundo de Beakman” começou a tocar, todos ficaram apreensivos. Paul Zaloom foi recebido com muitos aplausos pelo público composto por crianças, jovens e adultos. Todos estavam ali, na expectativa de quais experimentos ele faria.

Para interagir com o público, ele chamou seis pessoas ao palco, aleatoriamente, iniciando um quiz. As perguntas, é claro, envolviam diversas áreas da ciência. O foco de toda a apresentação foi a gravidade.

Em seguida começou a demostrar seus experimentos. O primeiro deles é muito conhecido e já foi demonstrado no lendário “O Mundo de Beakman”: como sustentar dois garfos em um palito. “Tudo está no centro de gravidade”, disse Paul, mostrando o experimento ao público.

Entre uma piada e outra, chamou dois jovens da plateia: Vitor e Juliane, que é fã do ator. Pediu que Vitor sentasse em uma cadeira e apoiasse as mãos nos joelhos. Juliane colocou a mão direita sobre a cabeça de Vitor. “Você acha que consegue impedir que ele levante apenas com uma mão?”, perguntou Paul. “Não”, respondeu Juliane. “Diga sim!”, brincou o ator. A jovem conseguiu.

O balde

Um balde, gelo seco, desinfetante e água. O balde não era um simples utensílio doméstico, tinha rosto, sorriso e um cabelo arrepiado, como o Beakman. A mistura fez o balde “vomitar”, como ele disse. Ou seja, o gelo virou espuma. Passou do estado sólido para o gasoso, num processo de sublimação.

Para finalizar, outro experimento conhecido do programa “O Mundo de Beakman”: virar o copo com uma mão só sem derrubar a água, com o auxílio de uma carta de baralho. Ele consegue e explica que isso só é possível porque a pressão do ar mantém a carta presa.


Mais perto

Antes de sua apresentação, Paul Zaloom, desta vez, descaracterizado, atendeu rapidamente a imprensa e falou um pouco de sua vida, do personagem e sobre o aprendizado com humor.

JC - Você imaginava que era tão famoso assim no Brasil?

Paul - Não (risos). Na verdade eu já sabia que tinha muitos fãs aqui, mas não imaginava que eram tantos.

JC - É a primeira vez que você vem ao Brasil?

Paul - Acredito que é a quarta ou quinta vez que venho para cá. Adoro o Brasil.

JC - O que você acha desta forma de aprendizado lúdica?

Paul - Muitas crianças não se interessam pela ciência, química e física. É uma maneira legal de aprender, com humor.

JC - Gostaria que você deixasse uma mensagem aos seus jovens fãs.

Paul - Eu gostaria de dizer às crianças e jovens que se interessem pela ciência e que façam tudo com amor e humor, que daí tudo fica mais fácil.


Semeng

A Semeng continua hoje com destaque para a palestra do engenheiro Jorge Kevork, da Schaeffler Brasil, às 10h, e do engenheiro e educador Jorge Pacheco, às 19h. Hoje também acontece simultaneamente, às 14h, no Ginásio Guilhermão, o evento Youth to Business Forum, promovido pela Aiesec.


História

Ao final de sua palestra, Beakman voltou a ser Paul Zaloom. Agora, descaracterizado, ele contou como tudo começou. Paul nasceu no Brooklyn, distrito de Nova York, e estudou engenharia de alimentos, mas trabalhava com fantoches.

Em 1991, foi criada uma lei nos Estados Unidos que exigia que as emissoras tivessem um programa educativo para as crianças. Então foi criado “O Mundo de Beakman”. Mas nenhum ator servia para o papel. Até que encontraram Zaloom. O programa foi transmitido durante anos. O rato Lester (já morto), a ajudante Laisa e os pinguins ficarão na memória.


Fã incondicional

Era perceptível o nervosismo de Juliane Negreiros Guimarães, 17 anos, assim que Beakman a chamou para subir ao palco. Fã do ator, ela veio de São Paulo acompanhada pelos pais, Eliane Negreiros Guimarães e Sebastião Aparecido Guimarães.

“Eu sou muito fã dele. Assistia ao programa quando criança e continuo assistindo. Baixei todos os episódios e gravei em DVD. Assisto sempre. É a segunda vez que consigo vê-lo e ainda sou chamada ao palco. A primeira vez foi em dezembro do ano passado, em Campinas”, contou.

Juliane, que se caracteriza igual a uma das ajudantes de Beakman, a Laiza, tem o apoio dos pais, que também são fãs de Paul. “Eu também sou fã dele. Sempre vou junto, tiro foto. Saímos de São Paulo só para assistir à palestra dele”, disse Eliane.

 

Veja como foi