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Após três anos, 'Véio' é adotado; ganha um lar e três irmãos

Após três anos de espera no CCZ, cão idoso foi adotado por família do Parque São Geraldo

por Marcele Tonelli

17/01/2014 - 12h00

Repercutiu de forma positiva a reportagem publicada na edição desta sexta-feira (17) do JC sobre o Véio, um cão vira-lata de 8 anos, que aguardava adoção no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) desde 2010. No Facebook, a notícia gerou quase cem compartilhamentos e dezenas de comentários de pessoas que se comoveram com o caso. Após mais de três anos de espera, Véio - agora nome oficial - foi finalmente adotado, por volta das 9h desta sexta-feira, por uma família moradora do Parque São Geraldo e ganhou até irmãos.

Aceituno Junior

Com a filha Ana Júlia, Érica e José Vicente comemoram a chegada de Véio com a maltês Nina e a vira-lata Neguinha

“Eu abri o jornal logo cedo e quando vi a carinha dele, não suportei. Liguei no CCZ e fui buscá-lo. Ele é uma gracinha, entrou no carro todo feliz. Cheguei em casa e o aproximei dos outros para ver como seria e, para minha surpresa, foi um lambe lambe. Ele se deu bem com os irmãos”, comenta a funcionária pública da prefeitura Érica Carmito, 36 anos, comemorando a chegada do novo integrante da família com seu marido, o autônomo José Vicente Campos, 25 anos e com sua filha Ana Júlia, de 11 anos.

O novo lar de Véio é localizado na quadra 3 da rua Plínio Camargo. No local, ele dividirá o quintal em concreto com mais três cães: a Neguinha, uma vira-lata também adotada, e com outros dois Maltês, o Max e a Nina, a mais velha do bando e fêmea alfa do local.

Por ordem de chegada

Conforme explica a chefe da seção de controle de zoonoses do CCZ, Nathalia Salvadeo, Érica foi a primeira a ligar e comparecer no local, que recebeu dezenas de ligações durante todo o dia.

“Muitas pessoas ligaram interessadas, mas não podemos reservar os cachorros. O critério é por ordem de chegada e ela foi a primeira”, explica a chefe de seção do CCZ, acrescentando que o órgão fará breve acompanhamento do caso para checar a adaptação do animal.

Rejeitado e há três anos vivendo e sobrevivendo aos riscos de contaminação por vírus no CCZ - que possui rotatividade média de duas semanas dos animais, entre chegadas e adoções - Véio presenciou a adoção de quase três mil cães na sua frente.

Os únicos dados conhecidos sobre seu passado estão resumidos em uma planilha básica de registros da instituição, que diz apenas que o cão foi capturado em agosto de 2010 na rua Valente Marchioni, no Jardim Ferraz, após a denúncia de uma moradora que informou o abandono ao órgão público. Na ocasião, ele estava saudável e foi capturado por ser considerado animal errante.