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"A Alice é nosso presente de Deus"

Nasce bebê de barriga solidária da avó, o primeiro caso que se tem notícia em Bauru; a criança passa bem e continua despertando curiosidade

por Dulce Kernbeis

15/06/2014 - 07h00

Aceituno Jr.

A bebê veio ao mundo com mais de 4 quilos e 50 centímetros

Alice Dotta Castilio nasceu “criada”. Com mais de 4 quilos e 50 centímetros, ela veio ao mundo no último dia 3. “No berçário, as visitas falavam:  ‘mas como ela é grande’. Comparavam com os demais bebês que nasceram naqueles dias e todo mundo comentava: ‘essa é a bebezinha que nasceu da barriga da avó’”, conta com orgulho Amanda Castilio.

Sim, ela é a bebê que nasceu da barriga da avó, através do método de fertilização in vitro. Alice é o cumprimento da promessa de Deuma Dotta Basílio à filha, Amanda, que nasceu sem útero.

Casados há mais de cinco anos, Amanda e Régis procuraram uma clínica especializada em reprodução humana em São Paulo e realizaram a fertilização. E quem passou pela gestação foi a mãe de Amanda, que, aos 50 anos, acabou tendo a terceira gravidez (ela é mãe de outra moça, mais nova, Natália).

Uma gravidez muito bem sucedida, tanto que Deuma esteve na Igreja, “até para agradecer o apoio de todos” esta semana “e ninguém acreditava que eu acabo de sair de um parto. Foi tudo tranquilo”, diz ela.

A bebê, cabelos fartos e castanhos, olhos ainda de cor indefinida e lindinha, também está tranquila.

Emoção do parto

Feliz da vida, ao lado do marido Regis Castilio e da mãe, Deuma, Amanda agradece a Deus e aos médicos por ter dado tudo certo com a barriga solidária. Agora, ela toma o hormônio ocitocina, que estimula a lactação, para poder ela própria alimentar a bebê. Até lá, ela vai tomando o peito da avó “e vai tomar até quando quiser, porque é bom para ela”.

Amanda aprende as manhas de ser mãe “de primeira viagem” e conta a emoção de ver a bebê ser puxada da barriga de Deuma e já “nascer de olhos abertos, vendo tudo”. Todos os exames foram feitos, teste do pezinho, da orelhinha. Ela já saiu do hospital com as vacinas tomadas e está tudo bem.


A licença vai para quem?

Régis, o pai, representante comercial, está se dividindo entre o trabalho e as documentações necessárias para a registrar a filha em seu nome. Isso porque a certidão de nascida viva saiu do hospital com o nome da sogra dele, Deuma. “Mas é só um protocolo e ela terá o registro como nossa filha. É comum nesses casos”, conta, também feliz da vida.

Amanda, que é bancária, está de licença-maternidade. “Foi tudo muito tranquilo nesse sentido, o médico já deu o pedido de afastamento por parto e da parte da empresa que eu trabalho tive apoio total. Foi tudo uma bênção”, comemora.