Bauru e grande região

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Novo ato pede "fica Centrinho"

Durante caminhada na quarta-feira (1), universitários, funcionários e pacientes pediram novamente a não desvinculação do hospital

por Marcus Liborio

02/10/2014 - 07h00

Com faixas escritas “Se desvincular o bicho vai pegar”, além de cartazes, apitos e nariz de palhaço, cerca de 60 pessoas, entre alunos da Universidade de São Paulo (USP), funcionários e pacientes do Hospital  de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho) de Bauru realizaram o “2º Grande Ato” no final da manhã de quarta-feira (1) – o primeiro aconteceu no dia 23 de setembro.


Com o objetivo de protestar contra a transferência da gestão do Centrinho (leia mais abaixo), a concentração aconteceu por volta das 10h30 em frente ao quiosque do hospital. Em seguida, os manifestantes, de forma pacífica, caminharam ao redor do câmpus da USP.


Um dos funcionários do hospital, Carlos Bocchi observa sobre a capacidade dos profissionais e o resultado negativo da transferência. “Fazendo parte da USP, dá outra conotação para a instituição”, salienta. “A gente espera que a população se sensibilize com o ato e as autoridades conservem o hospital junto à Universidade de São Paulo”, acrescenta Bocchi, e informa que, até o momento, não há negociações concretas para a não desvinculação do hospital.


‘Vai ficar difícil’


Em meio ao protesto, a diarista Ana Selma acompanhava a filha Beatryz Evelyn, de 10 anos, com a esperança de boas notícias.


Elas são do Estado da Bahia e temem perder o tratamento. “Venho a Bauru desde que minha filha tinha seis meses de vida. Agora vai ficar difícil”, desabafa.

Polêmica

Conforme o JC publicou em agosto, a Universidade de São Paulo (USP) doou o novo prédio do Centrinho para o governo estadual. No imóvel de 11 pavimentos, também conhecido como “predião”, com mais de 22 mil metros quadrados, ao lado do Parque Vitória Régia, funcionará o sétimo hospital público de Bauru. Pouco depois, O Conselho Universitário (CO), órgão máximo da USP, votou pela desvinculação do hospital como um todo em reunião realizada na Capital, em 26 de agosto. Dos 115 conselheiros, 106 participaram, sendo que 63 votaram a favor, 27 contra e 16 se abstiveram.

Em entrevista no mês passado ao JC, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que o Estado não irá assumir o Centrinho. Mesmo assim, os funcionários e alunos continuam com medo de uma desvinculação, mesmo que não seja destinada ao Estado.