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Funcionários dos Correios entram em greve em Bauru

Por enquanto, setor operacional é o que mais aderiu à paralisação, informa sindicato

por JCNET

11/09/2019 - 10h45

Samantha Ciuffa

Trabalhadores se concentraram na manhã desta quarta-feira, em frente à agência da Praça Dom Pedro II

A greve dos funcionários dos Correios foi iniciada em Bauru, no início da madrugada desta quarta-feira (11). Por enquanto, os setores mais afetados na cidade são o de triagem e distribuição, segundo a assessoria de comunicação do Sindicato dos Empregados da ECT de Bauru e Região (Sintecteb).

De acordo com a entidade, a adesão dos trabalhadores varia conforme a unidade: no Centro de Distribuição Doméstica (CDD) da Falcão chegou a 95%; já no CCD da Rondon, 30%. Ainda segundo o sindicato, se o setor operacional é o que mais participa da greve, o administrativo, historicamente, tem participação menor.

Na manhã desta quarta-feira (11), quem foi à agência situada na Praça Dom Pedro II, por exemplo, foi atendido. A paralisação foi tirada em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (10), em vários locais do País, incluindo no município, onde cerca de 300 funcionários estiveram presentes.

REIVINDICAÇÕES 

"A greve é resultado da intransigência da diretoria dos Correios durante a campanha salarial deste ano. As negociações não evoluíram após a direção se negar a alterar sua proposta e descartar a mediação do Tribunal Superior do Trabalho", aponta o Sintecteb, conforme o JC divulgou na edição impressa.

A entidade ainda pontua que a paralisação deste ano tem um caráter diferente dos anteriores. "Não são os sindicatos que querem esta greve. São os Correios. Eles que não quiseram negociar com a categoria. Os funcionários só não querem perder direitos, mas os Correios não aceitaram negociar", complementa o sindicato, que é vinculado à Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).

Em seu site oficial, o Sintecteb coloca alguns dos direitos que teriam sido retirados pela empresa na proposta final apresentada antes da deflagração da greve. Entre eles, estão: a redução dos tickets, do adicional noturno (de 60 para 20%), da gratificação das férias (de 70 para 33%) e da hora extra em dia de repouso. A categoria também repudia o reajuste nos salários e benefícios de 0,80%, "menos de um terço da inflação".

OUTRO LADO

Após saber da deflagração da greve, os Correios se posicionaram por meio de nota emitida pela assessoria de comunicação. "No momento, o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população", aponta o comunicado.

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