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Bauru tem 1.ª classe hospitalar

Mesmo hospitalizados, jovens e crianças vão continuar seus estudos no Hospital Estadual

12/09/2019 - 04h35

Famesp/Divulgação

Luciana Vasconcelos, que ministrará as aulas, na classe hospitalar

Nesta sexta-feira (13), às 10h, será inaugurada oficialmente a primeira classe hospitalar de Bauru. O espaço no Hospital Estadual é destinado a pacientes com idade entre 7 e 17 anos internados por mais de 15 dias ou em tratamento ambulatorial contínuo, como hemodiálise e quimioterapia, por exemplo.

Parceria entre as secretarias estaduais de Educação e Saúde, o recurso está ligado à Educação Especial e é inédito na cidade. Na área de abrangência do Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-6), que integra 68 municípios, somente em Jaú, no Hospital Amaral Carvalho, existe a classe hospitalar.

Desde agosto, o Hospital Estadual de Bauru (HEB), unidade da Secretaria de Estado da Saúde sob gestão da Famesp, testa a novidade. O objetivo é oferecer acesso à Educação Básica e a continuidade de estudos a alunos que se encontram impedidos de frequentar a escola em razão de longos tratamentos de saúde.

AULAS

Em junho, a professora Luciana Vasconcelos Bueno Costa, 47 anos, que atua na área de Educação há 21 anos e tem especializações em Psicopedagogia e em Educação Especial, iniciou um mapeamento no Hospital Estadual para definir a dinâmica das aulas que serão oferecidas por ela.

As aulas poderão ser ministradas dentro da classe, à beira do leito ou até na brinquedoteca ou quimioteca. A definição dependerá do perfil e estado clínico do aluno. A professora faz esse diagnóstico sempre em conjunto com a coordenação da diretoria de ensino e com os educadores da escola de origem do aluno.

"A participação da família nesse processo também é fundamental. Isso porque os pais precisam estar envolvidos e conscientes da importância dessa ferramenta educacional para a reinserção social da criança que passa muito tempo fora da escola regular", destaca Luciana.

A opinião é endossada pela médica oncologista pediátrica Claudia Teresa de Oliveira, do HEB. "A cura completa só acontece quando a criança está de volta à sua rotina, participando ativamente da vida social. E retomar os estudos, ainda no hospital, é importante para manter esse vínculo com a rotina escolar e de vida em geral".

"Além de garantir o acesso à educação nessa condição especial, a professora que atua nesse campo tem como objetivo promover atividades apropriadas ao desenvolvimento das competências e habilidades necessárias à reinserção social desse aluno que está na condição de paciente", finaliza Liane Galbiatti de Souza Lima, coordenadora da Educação Especial da Diretoria de Ensino de Bauru.

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