Bauru e grande região

Geral

Polícia apura mortes de animais

Moradores acham que houve envenenamento em massa em antigo ferro-velho, na Vl. Souto

por Rafael de Paula

09/10/2019 - 05h35

Divulgação

Peixe com o que aparenta ser "chumbinho" foi apreendido

A morte de dezenas de animais comoveu moradores da Vila Souto, em Bauru. Cerca de 25 corpos de gatos e até gambás foram encontradas em um terreno onde funcionava um ferro-velho, na quadra 7 da rua Regente Feijó. A principal suspeita dos vizinhos que tratavam dos bichos de rua é de um envenenamento em massa. Um boletim de ocorrência (BO) de crueldade e de prática de abuso contra animais foi registrado na Polícia Civil, na última semana.

O terreno do ferro-velho faz fundo com a residência da psicóloga Lirian Pietro. De acordo com ela, no local, havia um grupo de gatos de rua que era alimentado diariamente por vizinhos e até pelos proprietários do terreno.

Lirian conta que, no dia 23 de setembro, um suspeito foi visto andando em cima do telhado do ferro-velho. "Dois dias depois, recebi mensagem de um dos meus vizinhos informando que dezenas de animais estavam mortos no terreno. Um cheiro muito forte tomou o local e ele acabou entrando no ferro-velho para ver o que estava acontecendo", explica.

De acordo com Lirian, pelo terreno, havia gatas prenhas e gambás com filhotes. Todos estavam mortos. "Estavam ali há pelo menos uns dois dias", diz. No telhado do local, os vizinhos encontraram pedaços de carne de peixe que estavam misturados com algumas "bolinhas" de cor cinza. "Tudo estava em cima de um plástico, no telhado. Identificamos que essas bolinhas são 'chumbinhos'", lamenta. O material foi coletado para servir de prova.

CUIDADOS

O grupo de gatos era bastante cuidado pelos moradores do bairro. Remédios, por exemplo, eram colocados na água para que eles não ficassem doentes.

"Muitas pessoas ali ajudavam a cuidar dos bichos, com comida e água sempre frescas. Os proprietários do ferro-velho, inclusive, disponibilizavam remédios e veterinários para castração. Eu deixava comida e água em cima do telhado da minha casa para que eles pudessem comer", relata Lirian.

A expectativa dos moradores é que haja investigação dos suspeitos e punição. "É a pura maldade humana", finaliza.

INVESTIGAÇÃO

À reportagem do JC, a Polícia Civil informou que já está investigando o caso. "Nós recebemos essa ocorrência e vamos investigar esse número de animais mortos. Em outras ocasiões, também já estivemos nesse local. Vamos apurar quem foi o autor para que responda judicialmente", afirma o delegado Dinair José da Silva, titular da Delegacia de Crimes Ambientais.

Ler matéria completa