Bauru e grande região

Geral

PIB da região de Bauru cresce 0,7%

Apenas sete de 16 regiões paulistas tiveram resultado positivo; índice regional, contudo, está abaixo da média do Estado

por Tisa Moraes

06/11/2019 - 06h00

Malavolta Jr.

Diretor do Sindicato Rural, José Maurício Lima Verde Guimarães

Em um ano, a região de Bauru registrou crescimento no Produto Interno Bruto (PIB), resultado que só foi alcançado por poucos grupos de municípios no Estado de São Paulo. Segundo dados divulgados pela Fundação Seade, o aumento foi de 0,7% em junho de 2019, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Somados os 39 municípios abrangidos pela região administrativa de Bauru (veja abaixo quais são), o valor alcançado nos 12 meses foi de R$ 45,467 bilhões. Além de Bauru, apenas outras seis das 16 regiões paulistas consideradas pelo Seade registraram resultados positivos.

No Estado, a média de crescimento foi de 1,3%. Acima deste patamar, aparecem somente as regiões de Sorocaba (4,6%), Santos (3,9%), São José dos Campos (1,9%) e Campinas (1,4%).

O PIB representa a soma do valor de todos os bens e serviços finais produzidos em determinado período. Trata-se de um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia para mensurar a atividade econômica, que inclui o desempenho de setores como administração pública, agricultura, indústria, serviços e comércio.

E, na região de Bauru, o segmento que mais contribuiu para o índice final foi a agropecuária, que teve, sozinha, aumento de 4,9% no PIB em um ano. Já o ramo de serviços, com o segundo melhor desempenho, cresceu 2,5%. Com o pior resultado, o PIB da indústria regional foi de queda de 3%.

"O agronegócio na região foi impulsionado pela bovinocultura e suinocultura, já que houve uma boa melhora de preço para o produtor, devido à maior procura por parte do mercado externo, especialmente a China" detalha José Maurício Lima Verde Guimarães, diretor do Sindicato Rural de Bauru. Segundo ele, também estimularam a alta no setor o aumento da área plantada de eucalipto e o incremento das vendas de alguns tipos de fruta, como avocado, abacaxi e laranja.

RITMO LENTO

Embora a região esteja em uma posição privilegiada, entre as poucas que alcançaram PIB positivo no período, o economista Wagner Ismanhoto considera que o resultado, bastante tímido, é reflexo do ritmo lento com que ainda se recupera a economia do País. "E a demonstração disso é o crescimento médio, também baixo, do Estado de São Paulo, que é o mais rico da União", pondera.

Para os próximos 12 meses, o economista não vislumbra um cenário de grandes transformações, com melhora dos níveis de emprego e consumo na região e no País, se o governo federal não adotar novas medidas para a recuperação da economia, além das reformas e da redução da taxa de juros, já estão sendo colocadas em prática.

"Precisamos de outras, como a desoneração da produção, para que a indústria possa ter preços melhores. Precisamos criar um ciclo virtuoso, com produtos mais acessíveis para estimular o consumo e, assim, a retomada de empregos e a geração de renda. E todas estas medidas dependem de um melhor entendimento entre o Executivo e o Congresso Nacional", completa.

Municípios da região administrativa

Fazem parte da região administrativa de Bauru os municípios de Agudos, Arealva, Avaí, Balbinos, Bauru, Borebi, Cabrália Paulista, Duartina, Iacanga, Lençóis Paulista, Lucianópolis, Macatuba, Paulistânia, Pederneiras, Pirajuí, Piratininga, Presidente Alves, Reginópolis, Ubirajara, Bariri, Barra Bonita, Bocaina, Boraceia, Dois Córregos, Igaraçu do Tietê, Itaju, Itapuí, Jaú, Mineiros do Tietê, Cafelândia, Getulina, Guaiçara, Guaimbê, Guarantã, Lins, Pongaí, Promissão, Sabino e Uru.

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