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Defesa Civil cogita vistoriar marquises

Preocupação das autoridades aumentou após dispositivo desabar e matar jovem em Penápolis, no fim de dezembro

por Tisa Moraes Thiago Navarro

03/12/2019 - 04h36

Aceituno Jr.

Atingida há cerca de dois meses por caminhão, marquise da Estação Ferroviária foi recuperada

A Defesa Civil de Bauru está analisando a possibilidade de realizar uma série de vistorias para verificar as condições de marquises de edificações do município. As tratativas no sentido de viabilizar este trabalho tiveram início após o vereador José Roberto Segalla (DEM) demonstrar preocupação quanto ao risco de colapso da marquise da antiga Estação Ferroviária, que fica em frente à Praça Machado de Mello, no Centro da cidade.

Há cerca de dois meses, a estrutura foi atingida por um caminhão e, segundo a Secretaria Municipal de Obras, por falta de recursos, a recuperação só pôde ser concluída agora. No ano passado, um acidente da mesma natureza já tinha danificado o dispositivo.

Porém, de acordo com o titular da Obras, Sidnei Rodrigues, engenheiros da pasta garantiram não haver qualquer risco de desabamento. "Chegou a entortar a armadura da marquise e placas de reboco foram arrancadas. Foram duas semanas de trabalho e toda a estrutura foi recuperada. Não há risco para os pedestres", reforça.

A preocupação em relação ao estado das marquises aumentou entre as autoridades após uma estrutura como esta desabar de uma galeria de lojas em Penápolis (152 quilômetros de Bauru) e matar uma jovem de 19 anos em 23 de novembro. Coordenador da Defesa Civil de Bauru, o coronel Rogério Gago revela que o órgão não registrou nenhum pedido de vistoria em marquise desde o início de 2017.

Porém, como medida preventiva, a realização de vistorias está sendo cogitada. "Não é praxe da Defesa Civil, mas, diante da preocupação relacionada ao tema, estamos analisando esta possibilidade", frisa.

ENTRAVE

A principal dificuldade, ele destaca, é que a armadura das marquises fica na parte superior, que terá, obrigatoriamente, de ser acessada pelos técnicos, o que pode tornar o trabalho demorado. "Qualquer problema aparece primeiramente na parte de cima, como corrosão da armadura e trincas. Então, para que a análise de um estrutura deste tipo seja possível, é necessário ter recursos para subir até a marquise" detalha.

O Coronel Gago lembra, ainda, que a responsabilidade da manutenção de marquises em prédios particulares é do proprietário, que pode, inclusive, responder na Justiça, civil e criminalmente, diante de eventuais acidentes com vítimas. Entre os cuidados que precisam ser tomados, ele cita a limpeza periódica dos sistemas de escoamento de água da chuva para que não haja acúmulo com sobrecarga nas marquises.

"Outra recomendação, pelo mesmo motivo, é não colocar equipamentos sobre as marquises, como aparelhos de ar condicionado", acrescenta. Denúncias sobre condições precárias destas estruturas devem ser feitas à Defesa Civil pelo telefone (14) 3235-1169.

Arcos da Estação

Durante sessão ordinária da Câmara, na tarde desta segunda-feira (2), o presidente da Casa, vereador José Roberto Segalla (DEM), solicitou que a prefeitura avaliasse os riscos tanto das marquises quanto da parte interna da antiga Estação Ferroviária. "Precisa ter uma manutenção, pois, da maneira como elas estão, podem oferecer risco aos pedestres que transitam por lá diariamente. E, dentro da Estação, vimos que há arcos na Gare bem prejudicados e que também podem colocar em perigo as pessoas que frequentam esse espaço. O prédio foi comprado pelo município, então, a prefeitura tem de manter em boas condições de segurança", afirmou, na tribuna.

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