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Matagal vira pesadelo no Pousada 1

Moradores relatam vários riscos em relação ao terreno; prefeitura diz que notificará responsável, mas não dá prazos

por Marcele Tonelli

15/01/2020 - 04h01

Samantha Ciuffa

Claudete Balbino aponta que mato alto em terreno tem ajudado a proliferar insetos; espaço que deveria ser destinado à calçada também virou matagal

Um terreno com mato alto na quadra 6 da rua Santo Garcia, no Pousada da Esperança 1, virou um pesadelo para os vizinhos e tem gerado riscos ao bairro. É que o local, cujo mato alto já invade o passeio público, tem servido como espaço para proliferação de bichos peçonhentos e até para descarte irregular de lixo e de animais mortos.

Outro ponto que chama a atenção é que o terreno fica a poucos metros da Escola Municipal Maria Fátima Lima Figueiredo, que regista grande circulação de crianças ao seu entorno.

"Já achamos 'cobra cega' no portão de casa. Fora um gato morto que jogaram no próprio terreno e o cheiro ficou insuportável", conta Claudete da Silva Balbino, 49 anos, vizinha do terreno com matagal.

Escorpiões também já apareceram por lá. "Moro com minha filha e com o meu neto, de 5 anos. Ele é uma criança. Tenho medo de que algo aconteça", reforça Claudete.

Ela conta que não conhece o dono do terreno e que, no desespero, já chegou a ligar para a prefeitura para fazer uma denúncia. "Fui informada que seria preciso achar o proprietário para pedir que ele fizesse a limpeza. É muito descaso", desabafa a moradora.

Outro temor é o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, principalmente com a chegada do verão e as chuvas. "Minha filha já pegou dengue, inclusive", comenta a mulher, cobrando providências.

O curioso é que nem calçada o local possui e o espaço reservado a ela também está encoberto pelo matagal.

SEM PRAZOS

Questionada, a Prefeitura Municipal, por meio de sua assessoria de comunicação, informou que notificará o responsável pelo terreno sobre a necessidade de limpeza.

E disse, ainda, que enviará ao local uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para uma vistoria quanto aos animais peçonhentos. O prazo para o serviço, contudo, não foi informado.

 

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