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DAE acha até bola de tênis no esgoto e faz apelo à população

Autarquia alerta sobre uso correto do sistema para evitar danos e prejuízos

29/01/2020 - 05h45

DAE/Divulgação

Técnicos encontram "de tudo" durante limpeza de tubulações

Para que o sistema de esgoto sanitário funcione plenamente, o DAE alerta para que os moradores contribuam com ações simples que podem evitar vários danos à rede coletora de esgoto e até mesmo prejuízo à própria população. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, até uma bola de tênis foi encontrada pelos técnicos da autarquia em uma caixa de inspeção nesta última semana.

Só em 2019, o DAE registrou 4.789 casos de entupimentos em caixas de inspeção, 2.373 entupimentos de poços de visita e 1.050 casos de retorno de esgoto para dentro de imóveis. Durante serviços de limpeza das redes, são comumente encontrados papel higiênico, plásticos, fraldas, panos de limpeza, preservativos, gordura, dentre outros materiais.

Fora a bola de tênis na semana passada, os técnicos da autarquia se depararam, nesta segunda-feira (27), com cartelas de remédios descartadas indevidamente nas tubulações.

Além de gerar grande impacto ambiental, problemas para os próprios moradores e aumentar o custo das manutenções, as ligações irregulares podem prejudicar o funcionamento das Estações de Tratamento de Esgoto (Candeia, Tibiriçá e a futura Vargem Limpa).

No ano passado, 6.300 casas foram vistoriadas pela Seção de Fiscalização da autarquia. Desse total, 214 imóveis estavam irregulares e foram multados e notificados para correção. Aliado a isso, a empresa Vetiver Consultoria e Projetos Ambientais, contratada para desenvolver o projeto Técnico Socioambiental da ETE Vargem Limpa, visitou mais de 30 mil imóveis e 320 restaurantes mapeados pelo DAE com recorrências de entupimentos para orientar sobre a utilização adequada das redes de esgoto.

NÃO SE MISTURAM

Além de descartar o lixo de forma correta, outra dica importante é a de não conectar as calhas dos telhados com as tubulações de esgoto. A água da chuva deve ser coletada por uma rede independente e lançada na sarjeta, jamais na rede de esgoto.

Estas ligações clandestinas oferecem um sério risco à saúde da população. Por isso, o DAE intensificou a fiscalização com o objetivo de combater esta prática e, inclusive, criou uma resolução que aumenta o valor da multa, podendo chegar, agora, a R$ 2 mil.

CAIXA DE GORDURA

A autarquia alerta também que a caixa de gordura é essencial para não permitir que a gordura vá para a rede, evitando entupimentos e retorno do mau cheiro na pia. Ela é destinada a coletar e reter os resíduos dos esgotos provenientes das pias, pisos de copas, cozinhas e das descargas de maquinas de lavar louça.

Sua limpeza é simples e deve ser feita com frequência. As camadas que se formam no interior da caixa devem ser removidas periodicamente e descartadas no lixo doméstico, em sacos plásticos. Isso evita que gorduras, graxas e óleos contidos nos esgotos escoem para a rede, ocasionando seu entupimento.

É importante saber que a sujeira de dentro das caixas de gordura deve ser retirada pelo próprio morador, que é o responsável por levá-la ao lugar adequado para ser descartada: o lixo doméstico. O período de manutenção da caixa de gordura deve ser estipulado de acordo com o volume de material a ela encaminhado, principalmente nos grandes estabelecimentos (restaurantes, condomínios maiores, entre outros).

SERVIÇO

O DAE mantém uma campanha permanente para combater as ligações irregulares, orientando os moradores através da Seção de Fiscalização pelo telefone 3235-6123.

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