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Com novo caso suspeito de coronavírus, os hospitais de Bauru adotam medidas

Depois de dois casos descartados, município aguarda resultado do exame de um homem de 54 anos que viajou para a Itália

por Tisa Moraes

28/02/2020 - 06h00

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Alerta contra o coronavírus se intensifica

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Saúde Coletiva, informou nesta quinta-feira (27) que está em análise mais um caso suspeito de coronavírus (COVID-19) em Bauru. Trata-se da terceira suspeita, sendo que as duas primeiras no município já foram descartadas após exames. Em Botucatu e Pederneiras, mais dois casos estão em investigação (leia mais na página 15 e também nas páginas 17, 21 e 22). Segundo a Prefeitura de Bauru, o novo caso suspeito refere-se a um paciente do sexo masculino, de 54 anos, que teve sintomas a partir do dia 25 deste mês. O homem possui histórico de viagem para a Itália no período de 19 a 22 de fevereiro.

O paciente está estável, não necessita de internação e mantém isolamento social, informa a assessoria de imprensa da prefeitura. Ainda de acordo com o órgão, foram adotadas todas as medidas previstas no protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde.

Ainda nesta quarta-feira, a Secretaria de Saúde havia descartado o segundo caso suspeito de coronavírus registrado em Bauru. De acordo com a Divisão de Vigilância Epidemiológica, o exame do Instituto Adolfo Lutz resultou negativo para a paciente suspeita, uma mulher de 38 anos com histórico de viagem ao Japão. A Secretaria Municipal de Saúde, contudo, mantém o alerta, até porque, na Capital, houve confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil.

O secretário interino da pasta, Sérgio Henrique Antonio se reuniu na quarta-feira com lideranças dos departamentos da Saúde com o objetivo de alinhar o atendimento a ser prestado pela rede em caso de suspeita de coronavírus. Nesta quinta, a assessoria de imprensa da prefeitura reforçou que o protocolo de atendimento, diagnóstico e tratamento da doença segue o que é preconizado pela OMS e Ministério da Saúde.

A mesma recomendação também está sendo seguida pelos hospitais públicos e privados da cidade. As unidades da rede particular, inclusive, adotaram planos de contingência e formaram comitês para discussão periódica dos protocolos, conforme a evolução da doença no País. Na quarta-feira, a Secretaria de Estado da Saúde também anunciou a criação de um centro de contingência para monitorar e coordenar ações contra a propagação do novo coronavírus (leia mais na página 15) no território paulista.

PROTOCOLO

Segundo o Ministério da Saúde, qualquer pessoa com febre, ao menos um sintoma respiratório e com histórico de viagem para áreas de risco (ou que tenha tido contato próximo com casos suspeitos ou confirmados) nos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais deve receber atendimento dentro do protocolo do coronavírus.

A orientação é fazer a notificação imediata do paciente como caso suspeito. Ele deve usar máscara cirúrgica e ser atendido em sala com a menor circulação de pessoas possível, além de manter as mãos sempre higienizadas com álcool gel.

Os profissionais de saúde também devem usar máscaras e álcool gel. Luvas e jaleco não devem ser dispensados em procedimentos geradores de aerossóis, tal como nebulizações. Após o atendimento, equipamentos e ambientes com que o paciente teve contato precisam ser desinfetados.

Casos leves são tratados com o uso de medicação para amenizar os sintomas e isolamento domiciliar; os casos graves, com medicação e isolamento hospitalar; e os considerados gravíssimos, em UTI, também com isolamento hospitalar.

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