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Artista sem palco: 'Estamos à deriva'

Denise Amaral é um dos talentos de Bauru prejudicados pelos efeitos econômicos do coronavírus

por Ana Beatriz Garcia

28/03/2020 - 06h00

Fotos: Reprodução/Facebook

Denise Amaral

De uma hora para outra, as luzes se apagaram e os palcos se fecharam. Tudo por causa do coronavírus. Para quem trabalha com cultura, não foi diferente.

"A vida do músico é assim: quem toca ganha, quem não toca não ganha", diz Denise Amaral, vocalista de diversos grupos. "Estamos à deriva. O que nos resta é esperar. Vi que alguns artistas fazem 'lives' nas redes sociais, arrecadando alguma contribuição. Mas eu sou cantora, não toco nenhum instrumento".

Ela, que trabalha integralmente com a voz, lamenta a falta de shows. "Eu trabalho todo final de semana, ao menos, três vezes por semana. A coisa toda ficou séria", avalia.

Quem também teve a agenda de shows cancelada foi a banda Overhead, composta por quatro integrantes. Todas as apresentações marcadas até junho não ocorrerão mais por conta da prevenção ao coronavírus.

"É uma situação complicada para todo mundo. No meu caso, eu tenho outro trabalho no ramo de farmácia e continuo em atividade. Mas penso nos colegas que não têm outras fontes de renda", diz Ivo Ferreira, baixista.

Segundo o músico, o grupo deixará de ganhar mais de R$ 5 mil com os eventos cancelados.

COLABORAÇÃO

Músico há 30 anos, Chris Ventura tem sua renda vinda exclusivamente dos eventos em que se apresenta. Com o novo cenário, o artista está preocupado. "Minha esposa está desempregada e, agora, estou sem os eventos. É uma situação difícil em geral e a gente entende a necessidade das pessoas ficarem em casa", conta.

Chris foi o primeiro a receber a colaboração de uma pizzaria da cidade. "Os Patrícios fez uma 'live', sexta, sábado e domingo passados, para ajudar músicos. As pessoas que compravam as pizzas por delivery poderiam colaborar com uma quantia de couvert para o músico. Recebi menos do que se tivesse tocado no final de semana, mas qualquer quantia ajuda agora".

Luiz Corrêa solicita auxílio

Reprodução

Após perder o pai e grande apoiador, Luiz Firmino Corrêa, aos 85 anos, por parada cardíaca, o músico Luiz Corrêa relata dificuldade de seguir com a carreira por conta do isolamento social. Ele solicita ajuda financeira de todos de quem puder colaborar. "Pode ser via depósito na Caixa Econômica Federal, conta poupança, agência 2989, conta 00021726-9 e operação 013 de Luiz Leite Corrêa".

O músico Luiz Corrêa vem solicitando

apoio financeiro porque, além da falta de shows, tem despesas relativas ao pai, Luiz Firmino, de 84 anos, que sofre de insuficiência cardíaca grave e edema pulmonar agudo. "O quanto puderem ajudar: poupança Caixa Econômica Federal, Luiz Leite Corrêa, 2989 013 00021726-9". Mais informações, inclusive sobre contratações para breve, com o próprio cantor: (14) 9 9790-6654.

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