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Saúde prevê aprovação de pesquisa do Ibope nesta semana

Já existem tratativas entre o Conasems e o Ministério da Saúde sobre a legalidade do projeto

17/05/2020 - 05h23

Malavolta Jr.

Prefeitura de Bauru informa que para fazer pesquisa na cidade, terá que ter a aprovação da Comissão Científica e de Pesquisa da SMS

A Prefeitura de Bauru, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que a realização da pesquisa do Ibope sobre Covid-19, na cidade, aguarda a aprovação da Comissão Científica e de Pesquisa da SMS, cuja decisão deverá ser tomada em reunião prevista para segunda-feira (18). Já existem tratativas entre o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e o Ministério da Saúde sobre a legalidade do projeto, posto que os técnicos que realizavam a coleta do material para a pesquisa do Ibope não são profissionais de saúde habilitados.

Também foi constatado o uso inadequado de EPI's e da manipulação de resíduos infectantes. Por este motivo, a Secretaria de Saúde de Bauru, em reunião com o responsável pelo trabalho, na última quinta-feira (14), suspendeu de forma temporária a realização dos testes até que tais irregularidades fossem resolvidas.

A medida adotada tem como fundamento a função da Secretaria de Saúde em zelar pela saúde, bem-estar e segurança da população. Sem as medidas de precaução necessárias, a continuidade na realização dos testes pela pesquisa do Ibope traria maior risco a população, podendo inclusive contribuir para a propagação do coronavírus no município.

O secretário de Saúde, Sérgio Henrique Antonio enfatiza: "A SMS apoia toda pesquisa que envolva maior conhecimento sobre a doença, desde que não incorra em riscos tanto para os trabalhadores quanto para a população envolvida. A empresa Ibope poderá trabalhar desde que dentro das normas legais e de segurança".

A pesquisa nacional intitulada "A evolução da prevalência de infecção de Covid-19 no Brasil" visa mapear a propagação do coronavírus. De acordo com o coordenador do trabalho em Bauru, Edmilson Zumba os técnicos foram contratados pela Universidade Federal de Pelotas, em um estudo financiado pelo Ministério da Saúde.

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