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Porto Seco bate recorde de volume mensal

O local movimentou 2.718 TEUs (medida padrão utilizada para calcular o volume de um contêiner) em maio deste ano

por Cinthia Milanez

24/06/2020 - 05h00

Malavolta Jr.

O Porto Seco de Bauru facilita o processo necessário para exportar ou importar qualquer produto

Responsável pelos trâmites burocráticos exigidos para exportar ou importar, o Porto Seco de Bauru bateu recorde de volume mensal, afinal, movimentou 2.718 TEUs (medida padrão utilizada para calcular o volume de um contêiner) só em maio deste ano. As autoridades atribuem tal desempenho, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, à agilidade e previsibilidade do local.

Já entre janeiro e maio de 2020, a instituição registrou movimentação de 8.282 TEUs, um aumento de 93% em comparação com o mesmo período de 2019 (4.292 TEUs). Em contrapartida, segundo o Ministério da Economia, entre os meses de janeiro e maio de 2020, Bauru gerou um valor aproximado de US$ 76,19 milhões em exportações e US$ 32,96 milhões em importações. Comparado com o mesmo período de 2019, o município apresentou uma queda de 17,09% em exportações e um crescimento de 8,6% em importações.

Titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda (Sedecon), Aline Fogolin ressalta que a diminuição das exportações, em Bauru, não influenciou no volume de mercadorias movimentadas pelo Porto Seco, que aumentou. Isso porque o local atende a mais de 80 cidades da região. Paralelamente, a procura pelo Porto Seco de Bauru também subiu. "Muitos empresários faziam o seu desembaraço aduaneiro direto no Porto de Santos e perceberam que nós possuímos plenas condições para receber tal demanda", justifica.

Gerente do Porto Seco de Bauru, administrado pela Brado, André Lozigia reforça que os dados do Ministério da Economia só consideram o desempenho do município. "Nós atuamos em um raio de 250 quilômetros além da cidade. Se você olhar só para Bauru, houve um decréscimo nas exportações. Porém, o Porto Seco propriamente dito quase dobrou a sua movimentação", complementa.

De acordo com ele, há algumas semanas, a pandemia fez com que o Porto de Santos reduzisse o número de funcionários, fato que tornou o desembaraço aduaneiro um pouco mais lento. "O empresariado da região, então, optou pelo Porto Seco. Porém, o crescimento não é pontual, já que observamos esta tendência de quatro anos para cá, principalmente porque ganhamos a confiança da categoria", frisa.

Ainda segundo André, a instituição gerida por ele facilita o processo que se faz necessário para exportar ou importar qualquer produto. "Nós contamos com postos fixos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Receita Federal, agilizando todo o procedimento. No caso das exportações, as mercadorias já saem de Bauru aptas para embarcar", comenta.

O gestor do local informa, também, que houve um aumento de exportações e importações entre janeiro e maio deste ano, se comparado com o mesmo período de 2019, mas o primeiro procedimento cresceu ainda mais.

Para o deputado federal Capitão Augusto (PL), os indicadores operacionais do Porto Seco são satisfatórios, ainda mais em um ano conturbado devido à pandemia da Covid-19. "A performance da instituição demonstra que estamos no caminho certo, razão pela qual, já no início de 2019, quando surgiram notícias de que o Terminal Alfandegado poderia ser fechado, eu me coloquei à disposição da Prefeitura de Bauru e ajudei na manutenção das suas atividades", pontua.

ESTUDO

Com o intuito de entender a colocação das empresas bauruenses em meio ao cenário internacional, a Sedecon deverá publicar um estudo dentro de 30 dias. O intuito, de acordo com a secretária Aline Fogolin, é detalhar os principais produtos envolvidos neste processo para, futuramente, fomentá-lo e direcioná-lo. A pasta conta com o apoio da Receita Federal e das próprias empresas locais. 

Ainda segundo ela, o município abriga vários segmentos empresariais que não exportam ou importam e outros que poderiam melhorar a sua capacidade neste sentido. "Quando uma empresa atua junto ao cenário internacional, as certificações e parâmetros exigidos para tanto elevam a qualidade da mesma", argumenta.

A Sedecon disponibiliza, através de parcerias, as orientações necessárias para que os empresários de Bauru e região sejam motivados a buscar oportunidades fora do País. "Duas vezes ao ano, promovemos encontros com todas as indústrias e distritos de Bauru. Além disso, oferecemos atendimentos individuais e criamos, desde o início de 2020, o GT Comex", revela.

O grupo é formado por representantes do trade de exportações e importações da cidade, da Sedecon, do Aeroporto Moussa Tobias, do Porto Seco de Bauru, do Mapa, bem como da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Frequentemente, eles se reúnem para discutir o tema.

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