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Bares, restaurantes e músicos pedem igualdade quando houver reabertura

Na manhã desta segunda-feira (29), cerca de 30 pessoas promoveram um ato pacífico em frente ao Palácio das Cerejeiras

por Cinthia Milanez

30/06/2020 - 05h00

Malavolta Jr.

Ontem, cerca de 30 representantes de bares, restaurantes, músicos, academias e salões de beleza promoveram um ato pacífico em frente ao Palácio das Cerejeiras

Ao som instrumental de Chris Ventura, cerca de 30 representantes de bares, restaurantes, músicos, academias e salões de beleza promoveram um ato pacífico em frente ao Palácio das Cerejeiras, na região central de Bauru, na manhã desta segunda-feira (29). O grupo reivindicou que todos os setores reabram ao mesmo tempo tão logo o município sair da fase vermelha, que começou nesta terça-feira (30) e autoriza apenas o funcionamento dos chamados serviços essenciais.

No caso dos bares e restaurantes, o segmento só conseguiu receber o público por 15 dias e, desde a última quarta-feira (24), não pode mais fazê-lo. 

Um dos organizadores do movimento, o proprietário da pizzaria Os Patrícios, Davi Aria, explica que o grupo não tem a intenção de desrespeitar as determinações da fase vermelha. "Assim que houver a flexibilização, nós queremos igualdade para todos os setores. Quem disse que bares, restaurantes e similares são os grandes proliferadores do vírus para justificar tamanha restrição?", questiona.

Ao lado de Sidnei Vivian, do Estância Grill, e de Milton Matsuoka, do Tokyo, o gerente do Fried Fish Vilarejo, Frank Cordeiro, explica que a categoria não pretende pressionar o município a determinar a reabertura dos serviços não essenciais durante a fase vermelha. "Nós queremos entender a forma pela qual o poder público faz tal aferição", complementa.

Paralelamente, o grupo pede igualdade em relação aos demais setores do comércio tão logo ocorrer a flexibilização. Isso significa que bares, restaurantes, músicos, academias e salões de beleza querem voltar a trabalhar ao mesmo tempo em que os lojistas. "Estamos todos no mesmo barco", acrescenta Frank.

Proprietário do Parmegrill, Milka Brazissa explica a dificuldade que enfrentam aqueles que, como ele, têm restaurantes situados em shoppings. "A logística para o delivery ou o drive thru fica mais difícil, porque nós não temos uma porta direto na rua".

APOIO

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Bauru e Região, Walace Sampaio afirma que a entidade apoia as reivindicações de todos os segmentos envolvidos. "É um absurdo você ver um cidadão ser impedido de trabalhar e sustentar a sua família com dignidade", reforça.

De acordo com o músico Kadu Reis, a sua categoria está parada desde o início da quarentena. "Nós não temos qualquer perspectiva de retorno e o auxílio emergencial mal dá para pagar todas as nossas contas".

Já o dono da Marathon, Gabriel Protti, calcula que o seu prejuízo passou de R$ 100 mil desde o início da quarentena. "Nós não temos como monetizar através de delivery ou drive thru. Como as pessoas, em um primeiro momento, ficarão receosas em voltar a treinar, gostaríamos de dar início a uma reabertura gradual, tomando todas as precauções necessárias".

Ainda nesta segunda, o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) recebeu parte dos manifestantes. O vereador Sandro Bussola (PSD) acompanhou a reunião.

Em nota, a assessoria de comunicação da prefeitura informa que Gazzetta explicou que as medidas tomadas são por causa da aceleração do número de casos e óbitos na cidade.

Além disso, o prefeito disse que, a partir do momento em que Bauru voltar para a fase laranja, novas reuniões serão agendadas para tentar trazer a abertura de bares, restaurantes e lanchonetes, como estava acontecendo no decreto anterior.

Por iniciativa da prefeitura junto a empresas locais, foi lançado o edital "Viva a Cultura", que transmitirá, pela Internet, apresentações remuneradas de grupos e artistas locais, como uma forma de contribuir com a retomada das atividades dos profissionais que trabalham com linguagens artísticas afetadas pela crise sanitária mundial.

O prefeito informou, ainda, que a prefeitura está para receber um recurso do governo federal, também para atender a classe artística, por meio de editais que o poder público deverá lançar futuramente.

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