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Músicos e donos de bares e restaurantes fazem protesto em Bauru nesta segunda

Os manifestantes se reuniram às 10h na Praça das Cerejeiras

29/06/2020 - 12h25

Malavolta Jr.

Cerca de 30 manifestantes estiveram na Praça das Cerejeiras na manhã desta segunda-feira (29)

Cerca de 30 manifestantes, entre músicos, além de donos de bares, restaurantes, lanchonetes, academias, salões de beleza e pizzarias de Bauru, realizaram um protesto nesta segunda-feira (29), na Praça das Cerejeiras, onde fica a sede do Poder Executivo municipal. A intenção dos empresários e artistas é dar visibilidade para as dificuldades que o setor vem enfrentando por conta do fechamento dos estabelecimentos, em meio à pandemia da Covid-19.

A concentração em frente ao Palácio das Cerejeiras estava marcada para as 9h, mas o ato teve início às 10h. Os participantes, que mantiveram o distanciamento social e utilizaram máscara de proteção contra a Covid-19, apresentaram as suas queixas e propostas. Um dos músicos presentes, Chris Ventura, tocou guitarra durante a manifestação.

Para Davi Aria, que é dono de um restaurante local e um dos representantes da manifestação, o grupo pede que a prefeitura apresente provas de que os restaurantes e as atividades não devem funcionar, mas, caso seja permitido, o desejo é de que haja igualdade a todos os setores.

Os bares, restaurantes, lanchonetes e pizzarias de Bauru reabriram as portas em 1 de junho, mas foram proibidos novamente de receber o público no dia 24 do mesmo mês. Agora, só podem comercializar produtos para viagem, por meio de sistema de drive thru ou delivery.

REIVINDICAÇÃO

Conforme o JC noticiou neste domingo (28), os empresários e artistas compreendem que, neste momento - em que a cidade regrediu para a fase vermelha, a mais restritiva do plano de flexibilização do governo do Estado -, não será possível retomar as atividades. Porém, reivindicam que, quando as lojas do comércio voltarem a funcionar, a permissão seja estendida também para o setor que o grupo representa. "Cada estabelecimento quer ter o direito de escolher se abre ou não, considerando os custos envolvidos", pontuou um dos empresários.

Ele argumenta, ainda, que, no período em que permaneceram abertos, todos cumpriram as regras exigidas pela prefeitura. "Não queremos prejudicar ninguém. Vamos continuar fazendo este controle quando pudermos reabrir", destaca, citando medidas como a limitação de acesso de acordo com cada ambiente, o distanciamento e o posicionamento de mesas em locais com circulação de ar.

Os estabelecimentos já informaram a prefeitura que também se dispõem a utilizar medidores de temperatura na recepção.

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