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Política

Prefeitos pedem que Estado reconsidere salão e barbearia

Cidades do Pacto Regional querem locais com portas fechadas, com um cliente por vez

30/06/2020 - 05h00

Malavolta Jr.

Prefeito Gazzetta em reunião do Pacto Regional

Na última reunião dos prefeitos do Pacto Regional, ficou decidido que será enviado ao Comitê Estadual de Contingência pedido de reconsideração de funcionamento dos salões de cabeleireiro e barbearias. A fase vermelha, que começa a valer nesta terça-feira, autoriza apenas o atendimento em domicílio desses segmentos.

Os órgãos sanitários municipais das 42 cidades do Pacto Regional consideraram que a permissão do atendimento domiciliar desses profissionais, autorizado na fase 1 do Plano São Paulo, é indevida, pois não há meios adequados para assegurar o cumprimento dos protocolos de segurança sanitária para a prestação do serviço nos domicílios.

"Essa opção também favorecerá que o serviço seja realizado de forma precária, em locais inacessíveis à fiscalização, o que poderá expor ainda mais as pessoas, tanto as que farão o atendimento domiciliar quanto seus familiares que cumprem o isolamento social e que serão indiretamente expostos a presença de pessoas estranhas à família", destaca a Prefeitura de Bauru, em nota. "Implantar medidas rigorosas, porém, realizar o atendimento no estabelecimento é mais seguro do que permitir o serviço para o atendimento domiciliar", complementa.

HORA MARCADA

A proposta do Pacto Regional consiste em manter os estabelecimentos com portas fechadas, com atendimento exclusivamente com hora marcada, de um cliente por vez e em horários pré-fixados, o que permitirá o monitoramento rigoroso e eficaz da fiscalização para o devido cumprimento de todos os protocolos sanitários obrigatórios e a minimização da exposição da população ao vírus. O atendimento também será por período máximo de 4 horas diárias e de segunda a sexta-feira, com a proibição do funcionamento aos finais de semana e feriados.

"Os prefeitos pertencentes ao Pacto Regional estão imbuídos do propósito maior de proteção à vida, da aplicação de restrições sanitárias que se mostrem eficazes para as realidades locais e da implantação de estratégias regionais conjuntas, sempre baseadas em critérios científicos e epidemiológicos, para o enfrentamento responsável da pandemia", complementa a nota.

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