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Projeto de moradia econômica é mais procurado na pandemia

Número de processos protocolados na prefeitura pelo programa triplicou após início da quarentena em relação aos três primeiros meses deste ano

por Ana Beatriz Garcia

03/07/2020 - 05h00

Samantha Ciuffa/Arquivo

Luiz Antonio Battaglini, presidente do Promore, fala sobre o aumento na procura por ajuda durante a quarentena

Criada através de uma parceria do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) com a Prefeitura Municipal de Bauru e o Departamento de Água e Esgoto (DAE), o Programa de Moradia Econômica (Promore) vêm constatando que, em plena quarentena, as pessoas têm aproveitado para construir, ampliar, reformar ou, pelo menos, regularizar seu imóvel.

Isso porque, de acordo com dados do programa, o número de beneficiários interessados, neste último trimeste, foi três vezes maior do que nos primeiros meses de 2020, quando ainda não havia a pandemia. "Nós tivemos uma paralisação no início e, depois, com todos os cuidados, voltamos a atender e recebemos um aumento significativo na procura dos serviços, o que nos surpreendeu", conta o engenheiro Luiz Antonio Battaglini, coordenador do Promore.

A responsável pelo atendimento inicial, Eliete Ferreira da Silva, conta que os números de procura para saber mais sobre o programa e realizar atendimentos também surpreenderam, a partir do mês de março, quando os trabalhos passaram a ser digitais. "Recebemos 46 consultas do início da quarentena até agora. Já em relação em processos protocolados na prefeitura, tivemos apenas três de janeiro a março e nove nos últimos três meses, com a pandemia", conta Eliete.

A equipe do Promore ainda acredita que o crescimento na demanda deve-se a fatores como a disponibilização de linhas de créditos com menores juros e por as pessoas estarem mais tempo em suas casas, notando outras necessidades. "Neste período, podem aparecer novas demandas em casa, a vontade de sair do aluguel ou regularizar a propriedade", comenta Battaglini.

ATENDIMENTO

Mantido há mais de 30 anos, o Promore tem se adaptado às novas formas de trabalho, tendo em vista as regras em vigor da Secretaria de Planejamento (Seplan), em que os procedimentos para o licenciamento de obras e edificações é totalmente digital e o procedimento para regularização de edificações ficou ainda mais simples.

O atendimento inicial, cadastro e enquadramento do beneficiário do Promore é feito de forma não presencial, pelo telefone (14) 3224-1970. "O atendimento é programado. Antes, tínhamos plantões. Agora, são atendidos apenas com horário marcado", afirma o coordenador do programa.

O trabalho dos profissionais credenciados ao Promore é voltado para incentivar a população de baixa renda. É necessário ter renda familiar de até 5 salários mínimos e já possuir um terreno, de até 70 metros quadrados, ou para ampliações, até 30 metros quadrados. "Por nós é feito o projeto e o acompanhamento da obra, com a vantagens financeiras para o cliente com isenção de taxas na prefeitura, taxa de ligação de água e taxa de IPTU durante o ano da construção", diz Battaglini.

APOIO

Além desses objetivos sociais, o programa também tem como objetivo permitir ao engenheiro com pouco tempo de formado ou com pouca prática profissional ganhar experiência atuando na elaboração de projetos e na orientação técnica junto a obra, contando com assessoramento de engenheiros com grande experiência profissional e que compõem o conselho técnico.

A arquiteta Juliana Piffanelli, que é colaboradora no programa há dois anos e meio, conta que ao fazer parte do Promore o engenheiro ou o arquiteto passa a desenvolver seu trabalho individual de ser o responsável técnico de uma ou mais obras. "O programa foi bastante importante para o nosso crescimento profissional. Com um preço mais acessível, conseguimos dar assistência a quem deseja construir, regularizar ou ampliar a casa. Para nós, profissionais recém-formados, é um momento muito importante para troca com os profissionais de diversas áreas", conclui.

SERVIÇO

Para falar com a equipe do Promore basta ligar no telefone (14) 3224-1970, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Atendimentos são agendados na sede do Sindicato dos Engenheiros dos Estado de São Paulo (Seesp), que fica na rua Constituição, 8-71, Vila Santo Antônio.

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