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Ato cobra solução a professores sem salários

Apeoesp diz que 1 mil docentes 'substitutos' de Bauru e região estão nesta condição

por Marcele Tonelli

23/07/2020 - 05h00

Malavolta Jr.

Manifestação foi realizada nesta quarta-feira, em frente à DRE

Um protesto realizado em frente à Diretoria Regional de Ensino (DRE), em Bauru, na tarde desta quarta-feira (22), cobrou soluções do governo do Estado para a situação de professores que ficaram sem salário após a suspensão das aulas. Segundo a Apeoesp, ao menos 1 mil professores, de Bauru e região, das categorias O, S e V, estão dependendo da ajuda de parentes e da entidade para sobreviver.

São profissionais não efetivos da rede de ensino, mas que possuem contratos temporários de até 3 anos com o Estado para atuarem como "substitutos" nas escolas. Eles recebem apenas pelo serviço prestado, ou seja, por aulas atribuídas ao longo do ano.

Coordenador da Apeoesp, Marcos Chagas explica que, em razão do vínculo que possuem com a Secretaria da Educação do Estado, esses profissionais tiveram negado o pedido de auxílio emergencial do governo federal. "São pessoas que estão vivendo em situação difícil, dependendo de ajuda da família ou conhecidos. A Apeoesp tem doado cestas básicas e cobrado uma solução do Estado para que conceda, ao menos, um auxílio para eles, mas não tivemos respostas", reclama Chagas. "Teve mãe que chegou em casa com a cesta que doamos e os filhos até se emocionaram", completa.

O protesto reuniu um pequeno grupo de profissionais. "Decidimos assim para que não houvesse aglomeração em razão da pandemia", explica o representante do sindicato. No dia 29 de julho, a Apeoesp fará novo ato com o mesmo tema, mas na Capital.

Em nota, a Secretaria de Educação do Estado diz que mantém o pagamento regular do salário de mais de 180 mil docentes da rede durante a pandemia.

Já sobre o caso em questão, a pasta afirma que, "de acordo com a Lei Complementar 1.093/ 2009, o professor eventual é remunerado por aula ministrada presencialmente mediante falta do titular da aula. No momento, a rede estadual trabalha com ensino mediado por tecnologia e não há falta de docentes".

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