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Plano Diretor na mesa

Conselho do Município e Assenag demonstram preocupação com pressa em concluir projeto

por Thiago Navarro

01/08/2020 - 05h00

Aceituno Jr

Bauru

Desde o ano passado, a Prefeitura de Bauru discute com a cidade a revisão do Plano Diretor Participativo. Uma empresa terceirizada foi contratada para dar consultoria. As audiências públicas, parte fundamental do processo, foram interrompidas no começo da pandemia e só agora devem ser retomadas, em formato virtual.

A proposta do governo municipal é concluir tudo até novembro, prazo considerado muito curto pelo Conselho do Município e pela Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag), que acompanham a discussão. O presidente do Conselho do Município, Márcio Colim, entende que o principal é ter um documento bem elaborado. "O Plano Diretor vai definir as ações de Bauru pelo menos para os próximos dez anos. Não pode ser feito com pressa. Deve ser garantida a participação popular, de forma que possamos ter clareza sobre o uso de áreas ociosas para ocupação com moradias e equipamentos públicos. A área rural também é contemplada", afirma.

SEM FALHAR

Ainda de acordo com ele, erros do passado devem ser corrigidos. "Precisamos evitar que problemas como o da floresta urbana, que gerou um precatório enorme, se repitam", completa.

O presidente da Assenag, Alfredo Neme, também considera que a discussão está acelerada. "A revisão já está, na prática, dois anos atrasada. Portanto, demorar um pouco mais agora não é o problema. Antes da proposta ir para os delegados, precisa de uma análise de técnicos, até para dar mais condição de trabalho aos delegados", comenta.

O assunto foi abordado pelo JC há duas semanas.

Na ocasião, o Conselho do Município mandou documento para a Seplan pedindo mais prazo. A secretária de Planejamento, Letícia Kirchner, considera que os prazos atuais são suficientes, mantendo a conclusão para novembro.

 

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