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Casos de Covid têm estabilidade, com tendência de queda de mortes

Na primeira quinzena deste mês, média foi de 1,64 óbito por dia e de 106,86 novas confirmações diárias; patamar ainda é alto

por Tisa Moraes

16/09/2020 - 05h00

Aceituno Jr.

Luiz Cortez ressalta importância da colaboração da população

Ainda que em um patamar elevado, o número de novos casos diários de Covid-19 em Bauru vem registrando estabilidade nas últimas semanas, o que sinaliza para a possibilidade de a cidade ter alcançado o platô da pandemia. Porém, justamente pelo fato de o número de infectados ainda ser alto, especialistas destacam que a situação ainda não está sob controle - e qualquer comportamento coletivo inadequado pode levar à nova alta de contágio.

Um ponto positivo é que as estatísticas mais recentes indicam uma tendência de queda no volume de vítimas fatais do novo coronavírus. De acordo com dados do Departamento de Saúde Coletiva da Secretaria Municipal de Saúde, a média móvel foi de 1,64 morte por dia nas duas últimas semanas, entre 1 e 14 de setembro.

No período anterior, de 18 a 31 de agosto, a média foi de 1,78 morte por dia, sendo o nível mais elevado alcançado entre 4 a 17 de agosto, quando Bauru teve, em média, 2,78 óbitos diários. Já o número de casos nas últimas duas semanas foi de 106,86 novos registros por dia, que corresponde, proporcionalmente, à estabilidade em relação aos períodos anteriores.

Entre 18 a 31 de agosto, a média móvel foi de 114,21 casos e, de 4 a 17 de agosto, de 100,43 infectados. "É muito arriscado falar em 'pico', mas tenho a impressão que ele teve início na segunda quinzena de agosto e está ensaiando uma queda", analisa o diretor de Departamento de Saúde Coletiva, Luiz Ricardo Cortez.

Ele explica que a estabilidade alcançada tem relação com diversos fatores, incluindo o número de pessoas que já foram infectadas e curadas, bem como a redução, desde o início da pandemia, da média de indivíduos que cada morador contaminado pode infectar, atualmente em um índice abaixo de 1.

PREOCUPAÇÃO

Porém, este ainda está longe de ser um cenário de tranquilidade, já que, apesar da tendência de estabilidade e da expectativa de a curva estar prestes a entrar em descendência, os índices ainda seguem elevados e, por ora, sem registro consistente de queda. Vale destacar, ainda, que, nesta terça (15), 56 pacientes seguiam internados na UTI do Hospital Estadual, o que equivale a uma taxa de ocupação de 98%.

"Uma possível queda deste pico de casos poderá ser adiada pelo comportamento da sociedade", pontua Luiz, demonstrando preocupação com o afrouxamento das regras de distanciamento, especialmente com as aglomerações registradas durante o feriadão de Sete de Setembro, que podem refletir em aumento de casos nesta última quinzena do mês. "Vamos aguardar quais serão os resultados", completa.

Tanto a Secretaria Municipal de Saúde quanto o Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19 utilizam a chamada média móvel entre os cálculos para avaliar a situação da pandemia na cidade. Basicamente, o número resulta da soma de novos casos (ou mortes) registrados ao longo de um período - que pode ser, por exemplo, de duas semanas - e o total é dividido pelo mesmo número de dias para obtenção da média.

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