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Professora cria 'chapéu falante' de Harry Potter em escola pública de Bauru

Milena Ribeiro Moreno construiu o artefato com alunos de disciplina eletiva na Escola Estadual Professor Francisco Alves Brizola

por Ana Beatriz Garcia

22/11/2020 - 05h00

Aceituno Jr

Milena Ribeiro Moreno com o "Chapéu Seletor"

Em novembro de 2001, os fãs de Harry Potter eram apresentados ao seu novo “vício”, com a estreia do primeiro filme da série baseada nos livros homônimos da escritora J.K. Rowling: Harry Potter e a Pedra Filosofal. Quase 20 anos depois, a professora bauruense de Biologia e Ciências – e fã assumida do bruxo mais conhecido do mundo – Milena Ribeiro Moreno, de 47 anos, soube aliar a fantasia ao ensino, com a criação de um “Chapéu Seletor”.

Para quem é fã da franquia, este objeto dispensa apresentações. Mas, para todos os outros, ele pode ser explicado como um artefato consciente de Hogwarts (escola de magia e palco principal da história), que determina magicamente para qual das quatro Casas – Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina – cada novo aluno será mandado.

Parece um pouco confuso, mas a professora Milena ensina: “Trata-se de um chapéu de bruxo que fala e interage com os alunos”, diz. “O nosso chapéu, depois de muito trabalho e muito esforço, ficou semelhante ao que aparece no primeiro filme da saga”, conta a professora, que aplicou a experiência de montagem do artefato para 40 alunos entre o 8.º e o 9.º ano do Ensino Fundamental e a 1.ª série do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Francisco Alves Brizola.

CONSTRUÇÃO

Após uma experiência de Milena com o Stem Brasil (programa que oferece aos professores formação exclusiva, seguindo uma metodologia própria), da ONG Educando by Worldfund, reproduzir um “chapéu falante” pareceu possível. A ideia foi direcionada para uma disciplina eletiva, com a parceria da professora de inglês da escola Ana Claudia Pioto.

Com base em um projeto de alunos de engenharia da Universidade de São Paulo (USP), Milena iniciou a construção do objeto, com seus alunos, por meio da utilização de circuitos com Arduino – uma placa microcontroladora em que se programam ações. “Parecia que ia ser bem mais fácil quando li o projeto. Ganhamos kits de Arduino fornecidos pelo Stem e trazíamos notebooks de casa”, conta. “Com isso, os alunos aprenderam muito sobre circuitos elétricos e robótica, matérias dadas em Ciências a partir do 8.º ano. Além disso, com a professora Ana Claudia, aprenderam novo repertório de palavras em inglês, por conta da programação e até dos filmes”, conta.

MAIS IDEIAS

O projeto foi desenvolvido durante todo o ano de 2019 e foi apresentado, em 2020, na mostra virtual Arduíno Bauru. “O Stem também entrou em contato para nos pedir uma apresentação, já que fomos os únicos a reproduzir este projeto da USP”, destaca Milena.

Para o próximo ano, quando a saga completa 20 anos de lançamento e milhões de “potterheads” (fãs de Harry Potter) conquistados, a professora espera poder estar em sala de aula novamente utilizando as tecnologias de programação do arduíno para fazer novos objetos de Harry Potter, como bola de cristal ou vassoura voadora. “Os alunos amam e é uma forma para que se interessem em fazer a matéria eletiva e retenham o conhecimento de maneira mais leve, com interação e diversão”, finaliza.

Você sabia?

Em novembro de 2001, os fãs de Harry Potter eram apresentados ao seu novo "vício", com a estreia do primeiro filme da série baseada nos livros homônimos da escritora J.K. Rowling: Harry Potter e a Pedra Filosofal. Quase 20 anos depois, a professora bauruense de biologia e ciências - e fã assumida do bruxo mais conhecido do mundo - Milena Ribeiro Moreno, de 47 anos, soube aliar a fantasia ao ensino, com a criação do Chapéu Seletor. O objeto interage com os estudantes e sua confecção serviu para que eles aprendessem conceitos de circuitos elétricos e de robótica e aperfeiçoassem o inglês.

Para quem é fã da franquia, o Chapéu Seletor dispensa apresentações. Mas, para todos os outros, ele pode ser explicado como um artefato consciente de Hogwarts (escola de magia e palco principal da história), que determina magicamente para qual das quatro Casas - Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina - cada novo aluno será mandado.

Parece um pouco complexo, mas a professora Milena ensina: "trata-se de um chapéu de bruxo que fala e interage com os alunos", diz. "O nosso chapéu, depois de muito trabalho e muito esforço, ficou semelhante ao que aparece no primeiro filme da saga", conta a professora, que aplicou a experiência de montagem do artefato para 40 alunos entre o 8.º e o 9.º ano do Ensino Fundamental e a 1.ª série do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Francisco Alves Brizola.

CONSTRUÇÃO

Após uma experiência de Milena com o Stem Brasil (programa que oferece aos professores formação exclusiva, seguindo uma metodologia própria), da ONG Educando by Worldfund, reproduzir um "chapéu falante" pareceu possível. A ideia foi direcionada para uma disciplina eletiva, com a parceria da professora de inglês da escola Ana Claudia Pioto.

Com base em um projeto de alunos de engenharia da Universidade de São Paulo (USP), Milena iniciou a construção do objeto, com seus alunos, por meio da utilização de circuitos com arduino - uma placa microcontroladora em que se programam ações. "Parecia que ia ser bem mais fácil quando li o projeto. Ganhamos kits de arduino fornecidos pelo Stem e trazíamos notebooks de casa", conta. "Com isso, os alunos aprenderam muito sobre circuitos elétricos e robótica, matérias dadas em ciências a partir do 8.º ano. Além disso, com a professora Ana Claudia, aprenderam novo repertório de palavras em inglês, por conta da programação e até dos filmes", conta.

MAIS IDEIAS

O projeto foi desenvolvido durante todo o ano de 2019 e foi apresentado, em 2020, na mostra virtual Arduino Bauru. "O Stem também entrou em contato para nos pedir uma apresentação, já que fomos os únicos a reproduzir este projeto da USP", destaca Milena.

Para o próximo ano, quando a saga completa 20 anos de lançamento e milhões de "potterheads" (fãs de Harry Potter) conquistados, a professora espera poder estar em sala de aula novamente utilizando as tecnologias de programação do arduino para fazer novos objetos de Harry Potter, como bola de cristal ou vassoura voadora. "Os alunos amam e é uma forma para que se interessem em fazer a matéria eletiva e retenham o conhecimento de maneira mais leve, com interação e diversão", finaliza.

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