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Em setembro e outubro, Bauru volta a registrar alta de abertura de empresas

Segundo dados fornecidos pela Prefeitura Municipal, foram 545 novos registros no mês passado e outros 334 no anterior

por Tisa Moraes

18/11/2020 - 18h50

JuRehder

Empresas de Bauru

Bauru voltou a contabilizar alta no volume de empresas abertas, após um ano em que os registros mantiveram um patamar de estabilidade. Segundo dados da Prefeitura Municipal, foram 545 novas empresas formalizadas em setembro e outras 334 em outubro de 2020.

Já entre janeiro e agosto, incluindo o período de pandemia, os registros oscilaram entre 105 e 246 novas empresas a cada mês. No ano todo, foram criadas 2.419 empresas e outras 607 foram encerradas, sendo 393 extintas a partir de abril deste ano.

Os números não incluem o total de microempreendedores individuais (MEIs) formalizados no período. Segundo a prefeitura, somente entre setembro e outubro, foram 1.125 registros com esta natureza jurídica.

O economista Reinaldo Cafeo analisa que, superado o período mais crítico da pandemia, a economia, especialmente o varejo e uma parte do setor industrial, começou a se recuperar gradativamente, o que fez com que um número considerável de empreendedores começassem a apostar neste novo momento.

"Uma parcela deles abandonou suas empresas, até mesmo com dívidas, e foi empreender com um novo CNPJ. Também temos uma parcela de novos empreendedores entrando no mercado. São pessoas que possuem alguma reserva financeira ou receberam indenização da empresa após demissão e se deram conta de que, se deixassem esse dinheiro aplicado, não iriam ganhar absolutamente nada", descreve.

Ainda de acordo com o economista, muitos destes novos negócios foram estruturados com foco em vendas online, o chamado comércio eletrônico. A expectativa é de que possam alavancar o faturamento em novembro, em razão da Black Friday, e em dezembro, devido ao Natal.

"O êxito a partir do ano que vem dependerá muito da volta do emprego. Sem auxílio emergencial e sem Renda Cidadã, o consumo, que hoje está elevando a venda das empresas, não se sustenta", analisa.

 

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