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Problemas mecânicos agravam a crise hídrica e população protesta

Falha em painel elétrico e queima de bomba pioraram ainda mais a situação; moradores fizeram manifestação ontem

por Larissa Bastos

28/11/2020 - 05h00

Fotos: Aceituno Jr.

Moradores da Vila Ipiranga, Jardim Vitória e Jardim Ferraz protestaram nesta sexta-feira na quadra 32 da av. Castelo Branco

A população de Bauru continua sofrendo com a crise hídrica. Como se não bastasse o rodízio enfrentado pelos bairros atendidos pelo Rio Batalha há mais de dois meses, problemas mecânicos agravaram a falta d'água. Nesta sexta-feira (27), uma das bombas da Estação de Tratamento de Água (ETA) apresentou falhas técnicas, o que atrasou o início da distribuição do líquido. Além disso, a queima de uma bomba submersa no Poço Nações Unidas, na Vila Universitária, também provocou instabilidade no abastecimento de outros bairros da cidade.

De acordo com o cronograma do rodízio estabelecido pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), após quatro dias de interrupção, a água deveria chegar nas casas dos bairros que integram o grupo 2 (Jardim Solange, Vila Independência, Jardim Ouro Verde, Vila Nipônica, Vila Ipiranga, Jardim Vitória, Jardim Ferraz e bairros adjacentes) às 6h desta sexta (27). Só que, durante a madrugada, o painel elétrico de uma das bombas de captação de água da ETA apresentou defeito.

A autarquia afirmou que este imprevisto atrasou o início do abastecimento, que só começou ao meio-dia, após a manutenção do painel. Porém, a reportagem do Jornal da Cidade recebeu diversos relatos de moradores desta região, dizendo que o líquido chegou depois das 14h, mas não em todos os bairros do grupo.

PROTESTO

Este atraso foi a "gota d'água" para, pelo menos, 20 moradores da Vila Ipiranga, Jardim Vitória e Jardim Ferraz, indignados com a instabilidade no fornecimento. Eles realizaram uma manifestação na quadra 32 da avenida Castelo Branco, na noite desta sexta-feira. "Estamos sem água desde segunda-feira (23). A gente liga no DAE, eles falam que é nosso dia de receber água pelo rodízio, mas ela não chega", afirma Mariana da Silva Nunes, de 29 anos, moradora da Vila Ipiranga, que participou do protesto.

Para contornar a demora, a autarquia informou que vai prolongar o abastecimento dos bairros do grupo 2 até as 12h deste sábado (28). O cronograma, porém, segue o mesmo para os outros setores, que receberão água das 6h às 6h, a cada 72 horas.

BOMBA SUBMERSA

Outro problema mecânico identificado pela autarquia nesta sexta-feira foi a queima de uma bomba submersa do Poço Nações Unidas, localizado na quadra 1 da rua Henrique Savi, na Vila Universitária, responsável pelo fornecimento de água nos bairros Jardim Infante Dom Henrique, Vila Universitária, Jardim Planalto, Jardim Contorno e Jardim Panorama.

Por causa disso, os moradores desses locais poderiam ter o abastecimento prejudicado até a conclusão da substituição do equipamento pela equipe de Eletromecânica do DAE, prevista para a manhã deste sábado (28).

SERVIÇO

Como alternativa ao desabastecimento, a autarquia disponibiliza caminhões-pipa para atender a população. Eles podem ser solicitados pelo 0800-7710195, para ligações feitas de telefones fixos, ou 3235-6140 e 3235-6179, para celulares. Os pedidos podem ser feitos 24h por dia, inclusive aos finais de semana. Casos de desperdício também podem ser denunciados nestes números.

IPMet prevê fim de semana sem chuvas

O IPMet prevê um final de semana de altas temperaturas em Bauru. Não há, porém, previsão de mais chuvas. Neste sábado (28), a mínima prevista é de 20 graus e a máxima deve ficar em 33 graus.

Já neste domingo (29), os termômetros oscilam entre 21 e 33 graus. Ainda segundo o órgão, só deve voltar a chover no município a partir da próxima quarta-feira (2).

Sem 'alívio' para o Batalha

As fortes chuvas isoladas que caíram sobre Bauru na tarde desta sexta-feira (leia mais na página 7) não devem colaborar para a redução da crise hídrica no município.

Isso porque, segundo o DAE, a precipitação deveria ocorrer na cabeceira do Rio Batalha, em Agudos e Piratininga, o que não ocorreu.

Às 19h de ontem, o índice da Lagoa de Captação da Estação de Tratamento de Água (ETA) marcava 2,33 metros, sendo que o ideal seria 3,20 metros.

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