Bauru e grande região

Geral

Registros de Covid em profissionais de escolas estaduais são monitorados

Secretaria de Educação diz que há sete casos confirmados nas unidades de Bauru; já Apeoesp fala em oito positivos

por Cinthia Milanez

16/02/2021 - 05h00

Malavolta Jr.

Entre as medidas adotadas, está a aferição da temperatura logo na entrada de cada unidade; na foto, a E.E. Doutor Luiz Zuiani

Com o retorno das aulas presenciais, em 8 de fevereiro, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo passou a monitorar os casos de Covid-19 nas escolas estaduais. Em Bauru, do início de janeiro de 2021 até o momento, a pasta recebeu sete notificações de ocorrências positivas da doença e seis de suspeitas, das quais três já foram descartadas. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), por sua vez, tem dados divergentes. Na sua página do Facebook, a entidade postou, na última sexta-feira (12), que havia oito casos confirmados e outros oito aguardando o diagnóstico. Todos envolvem profissionais, não alunos.

Dirigente regional de Ensino em Bauru, Gina Sanchez informa que todos os casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 são monitorados através da Secretaria Escolar Digital, uma plataforma online criada para centralizar as operações envolvendo as escolas estaduais. "Nós acompanhamos o comportamento da doença em alunos e profissionais da Educação", complementa.

Ainda segundo ela, o sistema é abastecido pelos diretores das escolas. Eles também ficaram de notificar a Vigilância Sanitária dos municípios onde estão inseridos sempre que houver uma confirmação. "Até o momento, todos os casos positivos e suspeitos envolvem apenas os profissionais da Educação, que participaram do planejamento escolar alguns dias antes da volta às aulas presenciais", acrescenta.

De acordo com Sanchez, sempre que houver uma confirmação, a recomendação da Educação é de que todos aqueles que tiveram contato com o paciente procurem uma unidade de saúde para fazer o teste.

A dirigente garante que os profissionais da Educação diagnosticados com a Covid-19 são afastados e substituídos. "Nós contratamos professores diariamente, inclusive, para ficar no lugar dos cerca de 15 profissionais que estão em greve em toda a DRE", pontua.

Questionada sobre a possibilidade de suspensão das aulas e, até mesmo, do fechamento das escolas diante dos casos já confirmados da doença, Sanchez afirma que a Educação ainda não passa por esta etapa, porque os números não indicam tal necessidade.

DIVERGÊNCIA

Coordenador da Apeoesp Bauru, Marcos Chagas, afirma que, até a última sexta-feira (12), havia oito casos confirmados e outros oito aguardando o diagnóstico da Covid-19. Os números, segundo ele, são contabilizados pela entidade com base nas informações passadas pelos próprios professores das escolas estaduais.

Para o coordenador da Apeoesp, o retorno às aulas presenciais foi uma opção equivocada. "Neste mês, nós já tivemos quase 40 óbitos na cidade. Outras regiões que estavam neste patamar e voltaram com as atividades apresentaram uma explosão de casos dentro de duas ou três semanas", argumenta.

Chagas também se preocupa com o fato de boa parte dos professores presenciais, contratados pelo Estado, lecionarem em várias escolas ao mesmo tempo, aumentando a circulação do novo coronavírus. "Além disso, o retorno é um desastre pedagógico, porque muitos profissionais pertencem ao grupo de risco e estão em trabalho remoto. Já vi escola deslocar o pessoal da gestão para acompanhar os alunos em sala de aula", denuncia.

O sindicado, de acordo com Chagas, luta na Justiça pela suspensão das aulas presenciais e deu início a uma greve em prol do fechamento das escolas estaduais. A adesão local, segundo ele, gira em torno de 200 professores.

DRE diz que 70% dos alunos já voltaram às aulas presenciais

De acordo com a dirigente regional de Ensino, em Bauru, Gina Sanchez, 70% dos alunos das escolas estaduais da cidade já voltaram às aulas presenciais. "Entre os dias 1 e 5 de fevereiro, os pais ou responsáveis puderam visitar as unidades, momento em que constataram que o ambiente estava seguro para receber os seus filhos", defende.

Entre as medidas adotadas pelos colégios, segundo ela, destacam-se: distanciamento de 1,5 metro, aferição da temperatura logo na entrada e uso de copos descartáveis nos bebedouros.

Sanchez reforça que as escolas estaduais retomaram as aulas presenciais de maneira escalonada, ou melhor, as unidades não recebem mais do que 35% da sua capacidade por dia.

Algumas até optaram por operar com 25% por causa de espaço. Por isso, o Estado adotou o ensino híbrido. "Um único dia da semana em que os alunos interagem pessoalmente com os professores já faz a diferença".

Ler matéria completa