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Polícia

Advogada de Bauru tem nome usado por golpistas dentro e fora do Estado

Já houve tentativas do golpe em Franca, São José dos Campos, Campinas, São Paulo, Ribeiro Preto e até no Rio de Janeiro

por Cinthia Milanez

19/03/2021 - 05h00

Aceituno Jr.

Patrícia da Costa e Silva Ramos Schubert mostra carta falsa com o seu nome e número da OAB

Após receber a ligação de uma pessoa prestes a cair em um estelionato, a advogada Patrícia da Costa e Silva Ramos Schubert, de 45 anos, descobriu que o seu nome e número da inscrição junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estavam sendo usados para aplicar um golpe dentro e fora do Estado de São Paulo. A profissional, que vive em Bauru, encontrou vítimas em Franca, São José dos Campos, Campinas, São Paulo, Ribeirão Preto e até no Rio de Janeiro.

De acordo com a advogada, tudo começou há 15 dias, quando ela recebeu a ligação de um idoso que vive em Franca. O homem queria obter outras informações sobre uma carta que levava o nome da profissional e o avisava da existência de uma conta previdenciária inativa, cujo valor para resgate girava em torno de R$ 5 mil. Porém, para receber o dinheiro, o documento exigia um investimento de R$ 900,00 por parte do interessado.

Alguns dias depois, Patrícia recebeu ligações de idosos de São José dos Campos, Campinas, São Paulo, Ribeirão Preto e Rio de Janeiro. Cautelosos, todos eles pesquisaram o nome da advogada no Google e a contataram antes de fazer qualquer transferência bancária.

A profissional, então, registrou um boletim de ocorrência (BO) e cedeu as fotos das cartas enviadas pelas vítimas do estelionato tentado à Polícia Civil. "Os golpistas erraram a grafia de um dos meus sobrenomes e deixaram um endereço eletrônico do Gmail para contato, mas os órgãos públicos não utilizam este e-mail", aponta.

OUTRO ERRO

Ainda segundo Patrícia, a carta também continha o número da sua inscrição junto à OAB, outra gafe sob o ponto de vista da advogada. "Os funcionários públicos não utilizam a OAB, mas a matrícula funcional".

Havia, também, um endereço - na região central da Capital Paulista - e um telefone, para o qual a profissional ligou. "Eu me fiz passar por uma das vítimas do golpe e, quando falei o meu nome, desligaram. Depois, ficaram um tempo sem atender, mas logo retomaram", narra.

Patrícia observa que teve conhecimento de outros colegas que passaram pela mesma situação e o prejuízo, por ora, se limitou ao uso dos seus nomes nas cartas.

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