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Em Bauru, manifestantes participam de ato nacional 'fora Bolsonaro'

Protesto no Centro reuniu diferentes setores, inclusive forte presença dos povos indígenas

por Samantha Ciuffa

03/07/2021 - 14h30

Samantha Ciuffa

Movimento foi pacífico

Manifestantes se reuniram, na manhã deste sábado (3), em Bauru, para protestar contra o governo federal. Com o lema “Vida, Pão, Vacina, Terra, Emprego & Educação”, o grupo se concentrou na Praça Rui Barbosa e, em seguida, percorreu ruas do Centro da cidade. O ato ocorreu em municípios de todo o País e, por aqui, também teve críticas ao governo municipal.

“É um ato nacional e, aqui em Bauru, temos uma pauta local também em relação à prefeitura. Mas, o principal é o 'Fora Bolsonaro', pois entendemos que é a figura que traz os maiores prejuízos”, afirma o coordenador da Apeoesp, Marcos Chaga.

O movimento contou com a participação de 24 organizações, entre coletivos, frentes estudantis, partidos, organizações políticas, entidades sindicais, movimentos sociais, grupos culturais, entre outros. As aldeias de Araribá, em Avaí, também estiveram em peso no local.

TERRAS INDÍGENAS

O professor David Terena, da aldeia Ekeruá, voltou há dias dias de Brasília, onde protestava com mais de 3 mil indígenas contra a PL 490 e o marco temporal. Essas são as duas principais pautas, uma vez que, de acordo com eles, dificultam a demarcação de terras, dos povos originários.

“Além das ações do governo que prejudicam nossa nação indígena como um todo, viemos abraçar as causas dos bauruenses. Lutamos também por um mundo de igualdade social, onde não haja preconceito, racismo e violência”, garante o professor.

As quatro aldeias de Araribá estavam representadas por indígenas que participaram do manifesto, com falas, cartazes e danças. O movimento ocorreu de forma pacífica.

Renata Ribeiro, coordenadora da Biblioteca Indígena Araci, entende que a necessidade de protestar é maior que os riscos da pandemia. “O governo é ainda mais perigoso do que o próprio vírus, já que ele promove a doença”, diz. Durante o ato, um grupo de voluntários distribuiu máscaras e álcool em gel.

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