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Chuvas aliviam o calorão e dissipam nuvem de sujeira

Umidade do ar também melhorou em Bauru; precipitações isoladas devem continuar hoje

por Tisa Moraes

15/09/2021 - 05h00

Larissa Bastos

Apesar do tempo fechado, choveu pouco no início da tarde

A chuva registrada em Bauru nesta terça-feira (14) ajudou a reduzir o calorão e a dissipar a nuvem de sujeira que deixou a cidade "nublada" neste início de semana. Se as precipitações trouxeram alívio à população, não houve o mesmo efeito no Rio Batalha, que, até as 20h, seguia com nível bem abaixo do ideal. O DAE, inclusive, já avalia a possibilidade de enrijecer o rodízio (leia mais abaixo).

Provocadas pela aproximação de uma frente fria, as chuvas registradas no início da tarde e que retornaram à noite acumularam 6,4 milímetros até as 22h20 de ontem, segundo medição do IPMet.

A umidade relativa do ar mínima avançou para 26% e a temperatura máxima foi de 34,3 graus. Para se ter ideia, na segunda-feira (13), a umidade era de 13,4% e os termômetros bateram os 37,4 graus.

Outro problema aliviado pela precipitação foi a densa nuvem de sujeira que cobria a cidade. Conforme o JC noticiou, ventos fortes trouxeram poluição, poeira fuligem e fumaça da região Norte, deixando Bauru "nublada" nesta segunda.

PREVISÃO DO TEMPO

Para esta quarta-feira (15), segundo o IPMet, a previsão é de que Bauru volte a registrar chuvas isoladas a qualquer hora do dia, com temperaturas oscilando entre 19 e 30 graus.

Já na quinta (16), o tempo fica seco novamente e os termômetros voltam a subir gradativamente ao longo dos dias seguintes.

DAE avalia enrijecer rodízio no abastecimento

A chuva registrada em Bauru não foi suficiente para recarregar o Rio Batalha e elevar o nível de sua lagoa de captação ao menos até as 20h. E, devido ao longo período de estiagem, o DAE informou que estuda endurecer o rodízio do abastecimento, se o volume de precipitações não aumentar.

No início desta terça, a altura era de 2,70 metros, que avançou para 2,71 metros no dia. O patamar ideal é de 3,20 metros. "A chuva não foi suficiente para alterar significativamente o nível da lagoa de captação, mas ajudou a não deixar o nível cair", frisou o DAE, por meio de nota emitida no final da tarde.

Como as chuvas em maior volume só devem voltar a ocorrer a partir do final de outubro, o DAE orienta a população a economizar o máximo possível de água. Atitudes como lavar a calçada ou o carro com a mangueira, entre outras, aumentam o consumo de água nos bairros e prejudicam a reservação residencial e das unidades do DAE, afetando não apenas o próprio munícipe, mas as cerca de 90 mil pessoas que estão sob o sistema de racionamento em Bauru.

Ainda de acordo com a autarquia, o endurecimento do rodízio de abastecimento não é uma ação desejável, mas pode ser necessária devido à falta de chuvas. "Mais de 100 cidades no Brasil estão sofrendo com a crise hídrica, com revezamento mais severo que o de Bauru, que, por já estar em rodízio desde abril, ainda não precisou aumentar os períodos sem abastecimento", completa.

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