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Com docente de Bauru, chapa disputa Reitoria da USP e quer ampliar diálogo

Ex-diretora da FOB e atual vice-reitor apresentaram propostas no câmpus local; ponto central é aproximação com a sociedade

por Guilherme Tavares

14/10/2021 - 05h00

Aceituno Jr.

Ex-diretora da FOB Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, candidata a vice-reitora, e Antonio Carlos Hernandes, atual vice-reitor e candidato a reitor da USP

Promover maior diálogo e aproximação entre universidade e sociedade para ampliar a difusão do conhecimento científico e formar profissionais mais sensíveis às demandas sociais. Esse é o ponto central da campanha da chapa "Somos Todos USP", formada pela professora Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, atual pró-reitora de Cultura e Extensão e ex-diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), candidata a vice-reitora; e pelo professor Antonio Carlos Hernandes, atual vice-reitor da USP e ex-diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), candidato a reitor.

Os dois estiveram nesta quarta-feira (13) em Bauru e se reuniram com docentes e servidores para apresentar as propostas. Entre elas, também está a implantação definitiva do Hospital das Clínicas (HC) na cidade (leia mais abaixo). As demais chapas devem passar pelo município durante a campanha. A eleição está marcada para 25 de novembro.

Segundo Hernandes, a ideia é dialogar ainda mais com a comunidade, por meio de conselhos e colegiados, a fim de reconhecer as necessidades dentro e fora dos muros da USP. "O que queremos é a inclusão da sociedade, ou seja, que ela seja parte de processos decisórios importantes para a USP. Vamos trazer a sociedade civil organizada, as empresas, os movimentos sociais para esse debate", destaca o candidato.

"Nós oferecemos a nossa expertise e, em troca, agregamos na formação dos estudantes uma visão mais plural e diversa. Acreditamos que, dessa forma, os egressos serão mais sensíveis às demandas sociais enquanto profissionais", complementa a docente da FOB Maria Aparecida Machado.

UM MILHÃO DE ALUNOS

Uma das ferramentas apresentadas para estreitar essa relação é a ampliação da oferta de cursos livres, de forma gratuita e à distância, que poderiam ser feitos por qualquer pessoa.

"A proposta é abrir cursos de difusão (12 horas), de diferentes temas, e de aperfeiçoamento (30 horas), para todo o Brasil. Nós queremos chegar a um milhão de alunos", diz Hernandes. Hoje, a USP contabiliza cerca de 150 mil participantes nessas modalidades.

Os candidatos ainda apresentaram propostas de recuperação salarial de docentes e servidores, além de retomada de contratações. Hoje, segundo Hernandes, o déficit de professores na universidade em todo o Estado chega a 15%.

'Nosso compromisso é pelo HC', diz ex-diretora da FOB

Uma das bandeiras da chapa "Somos Todos USP" é a implantação definitiva do HC em Bauru. A possibilidade do hospital foi anunciada ainda em 2017, quando o curso de Medicina foi criado. No ano passado, o governador João Doria sinalizou a instalação do HC, mas as tratativas não terminaram. No último mês, o vice-governador Rodrigo Garcia esteve na cidade e confirmou a abertura para 2022.

"Nosso compromisso é pelo HC. Vamos trabalhar todos os esforços para que o hospital, de fato, surja", promete a ex-diretora da FOB Maria Aparecida Machado. "Já temos estabelecido diálogos com o governo para explicar a necessidade de ter um hospital na região. Todos os polos regionais como Campinas, Rio Preto, Botucatu, Ribeirão Preto possuem um HC. Bauru não deve ficar de fora", aponta Hernandes.

As eleições para a Reitoria da USP estão marcadas para 25 de novembro. A Comissão Eleitoral deve divulgar nesta quinta-feira (14) as chapas inscritas. A votação é eletrônica e o resultado é enviado ao governador do Estado, que pode seguir ou não a lista. A posse é no dia 25 de janeiro. A chapa escolhida vai administrar a universidade até 2026.

Ciência é fundamental para a economia, diz candidato

Na visão do candidato a reitor da USP, professor Antonio Carlos Hernandes, é necessário financiamento contínuo em ciência e tecnologia para gerar emprego e renda. “Não adianta fazer financiamento por espasmos. Não contribui para o desenvolvimento econômico. O que a pandemia ensinou é que se ciência e tecnologia são prioridades para o País, é possível sair na frente. A população é melhor atendida”.
Como exemplo, ele cita o desenvolvimento em tempo recorde das vacinas contra a Covid. “Isso só foi possível graças ao desenvolvimento científico e tecnológico. Não só no Brasil, mas especialmente fora daqui”, complementa.

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