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DAE anuncia volta do rodízio, mas inicia obras e suspende a medida

Ações emergenciais são de desobstrução e desassoreamento do Batalha; nível da lagoa de captação estava em 3,10 metros

25/11/2021 - 05h00

Jonas Rodrigues/Prefeitura de Bauru

Os trabalhos de desobstrução tiveram início nesta quarta-feira, com uma máquina escavadeira do próprio DAE

Vai ter rodízio ou não vai ter rodízio? É isso que muitos bauruenses ficaram se perguntando nesta quarta-feira (24) após dois anúncios do DAE. No final da manhã, o órgão disse que o racionamento de água no sistema 24 por 24 horas estava de volta. Seis horas depois, contudo, suspendeu a medida. Segundo a autarquia, ações emergenciais no Rio Batalha elevaram o nível da lagoa de captação e possibilitaram manter o abastecimento para toda a região atendida pelo manancial.

As obras de desobstrução e desassoreamento do Batalha e afluentes começaram na tarde desta terça-feira (23). Uma máquina escavadeira hidráulica do DAE fez a retirada de parte da areia que estava atrapalhando o fluxo do rio.

"A limpeza possibilitou a liberação de parte do represamento da água em um ponto assoreado e o retorno normal do leito do rio que estava represado. Com esta ação emergencial, o nível da lagoa de captação voltou a subir e o rodízio de 24 por 24 horas anunciado nesta quarta-feira (24) ficará suspenso", pontuou o DAE, por meio da assessoria de comunicação.

No final da noite desta quarta, o nível da lagoa de captação estava em 3,10 metros, sendo que o considerado ideal é 3,20 metros.

TRABALHOS

A autarquia relata que profissionais do departamento técnico e o engenheiro do Setor de Controle de Perdas sobrevoaram a região com drones e realizaram pesquisas ao longo do Rio Batalha e seus afluentes no início de novembro, a fim de encontrar uma solução para aumentar a oferta de água aos bairros que dependem do Sistema Batalha/ETA.

Após solicitação, a Defesa Civil autorizou ao DAE a executar obras de desassoreamento do Batalha, no trecho compreendido entre a captação e a rodovia Engenheiro João Batista Cabral Rennó, onde o rio apresenta vários pontos de assoreamento e grande quantidade de água represada.

Esses trabalhos se concentrarão em duas etapas. Inicialmente, a autarquia realiza a retirada de areia no leito original do Rio Batalha para liberar o fluxo de água com o auxílio de uma máquina escavadeira do próprio DAE.

A segunda fase dará início ao desassoreamento de uma área de aproximadamente 200 metros, com a utilização de uma escavadeira anfíbia, ainda em processo de contratação. Essas medidas visam permitir a liberação de represamentos e possibilitar o fluxo de água até a captação.

"O projeto para a limpeza da lagoa de captação está em andamento e com previsão para ser executado no período das chuvas", complementa a autarquia, em nota.

Autarquia quer ampliar lagoa em 2 vezes e meia

Ao JC, o presidente do DAE, Marcos Saraiva, adiantou que, além da limpeza, a lagoa de captação que reserva água do rio deverá ser ampliada em duas vezes e meia. Com isso, a autarquia pretende aumentar a capacidade para a água de chegada, ou seja, que vem das nascentes que abastecem o rio.

"A nossa ideia é ampliar a capacidade da lagoa em área e volume. Estamos terminando o projeto e passando para o Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee) para aprovação. Vamos procurar as nascentes que estão morrendo e revitalizá-las", afirma o presidente.

As obras devem ser realizadas em fevereiro, período de chuva, quando é maior o volume de água do rio. Isso facilita o tratamento do líquido durante a ação na lagoa.

Ainda entre as medidas adicionais para garantir menor dependência do Batalha, o DAE está promovendo tomadas de preços para construção de poços artesianos, com objetivo de acelerar a construção de mais unidades, sem a necessidade de licitação das obras. 

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