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Ato ecumênico homenageia Bruno Araújo e Dom Phillips nesta quarta

Liderada pela Pastoral da Ecologia Integral, ação será em frente à Câmara e contará com outras religiões e movimentos sociais

por Guilherme Tavares

22/06/2022 - 05h00

Arquivo Pessoal

Frei André Gurzynski convida toda a população a participar

Em solidariedade às famílias das vítimas e em defesa das causas ambientais, um ato ecumênico liderado pela Pastoral da Ecologia Integral (PIC), ligada à Igreja Católica, será realizado nesta quarta-feira (22), às 18h, em frente à Câmara Municipal de Bauru. Trata-se de uma homenagem ao indigenista Bruno Araújo Pereira e ao jornalista inglês Dom Phillips, mortos durante expedição pelo Vale do Javari, no Amazonas.

Além de repercutir o caso, o objetivo, segundo o frei André Gurzynski, assessor diocesano da pastoral, também é levantar questões como o engajamento com as causas socioambientais.

O ato contará com representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), do Movimento Popular Socialista (MPS) do PSB, do PCB e da Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL).

São esperadas participações de integrantes de outras religiões e de demais movimentos sociais. Além de orações, serão feitos discursos e a homenagem terminará com velas acesas a outras vítimas que tombaram na luta em defesa das causas socioambientais.

DESCASO E REPÚDIO

O ato contará com carro de som e cartazes. Também serão distribuídos panfletos contendo um manifesto em solidariedade às famílias das vítimas. "Denunciamos a falta de transparência e o descaso das autoridades na condução das investigações. Repudiamos as falas de autoridades que culpabilizaram as vítimas pelo crime contra elas cometido", diz o texto, também assinado pelo Serviço Franciscano de Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC), PSOL, vereadora Estela Almagro (PT), Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) da diocese de Bauru e Comunidade Indígena Tereguá.

"Queríamos repercutir o caso. E, como muitas entidades já divulgaram cartas de manifestação, achamos melhor fazer um ato presencial para marcar nossa posição. Qualquer um pode participar", explica o frei André Gurzynski.

Ainda segundo ele, a proposta é chamar a atenção de todos para as causas socioambientais. "Devemos ouvir o grito do pobre e o dos excluídos. Contamos com todos nessa luta para construir um mundo melhor, cuidando bem das pessoas e de toda natureza".

 

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