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140 árvores condenadas estão em lista de corte da Semma

Plano é suprimir todos os exemplares até o final do ano, antes do início das chuvas

por Tisa Moraes

05/07/2022 - 05h00

Aceituno Jr.

Sidnei Rodrigues, diretor de departamento da Semma

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) possui uma lista com 140 árvores condenadas, porque estão doentes ou mortas, e que precisam ser removidas da zona urbana de Bauru, como de praças e calçadas. Para tentar dar agilidade ao trabalho, a pasta considera a possibilidade de contratar uma empresa especializada, já que todos os exemplares identificados precisam ser suprimidos antes do início do período chuvoso, entre o final de novembro e começo de dezembro, quando o risco de queda tende a aumentar.

"A cada dia, entram mais algumas nesta lista e precisamos conseguir fazer o mais rapidamente possível a retirada e substituição destas árvores", explica o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Semma, Sidnei Rodrigues. De acordo com ele, além destas, pelo menos outros 70 exemplares também serão suprimidos neste ano, porém, por meio de parceria com a CPFL, dentro do programa Arborização Segura.

"Neste caso, são árvores de grande e médio portes que serão suprimidas porque estão doentes ou porque não são adequadas para o local onde estão plantadas, interferindo na fiação e prejudicando o abastecimento de energia elétrica", explica, acrescentando que o projeto é realizado pela CPFL em todas as cidades em que concessionária atua. O serviço será executado pela própria empresa, com autorização prévia da Semma, e, a cada árvore removida, a companhia doará três à secretaria para arborização urbana.

REFORÇO

Em abril deste ano, a Câmara Municipal aprovou uma nova lei para autorizar a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros a realizarem a supressão de árvores em caso de urgência, visando justamente dar mais agilidade a esta demanda. Porém, segundo Rodrigues, as remoções de rotina continuam sendo feitas pela Semma, até porque os dois órgãos não dispõem de equipe disponível para este trabalho.

"A vantagem é que eles podem emitir laudos comprovando a necessidade de corte pelo risco de queda e encaminhar à Semma. Ou seja, além da secretaria, a população tem mais estes dois órgãos para fazer os pedidos", acrescenta. O reforço chega em um momento em que a pasta registra aumento do volume de solicitações de supressão gratuita de árvores condenadas.

"A lei prevê que o custo do serviço deve ser arcado pelo proprietário do imóvel, mas, com a perda do poder aquisitivo das famílias, hoje, sete a cada dez remoções são feitas pela Semma, porque o autor do pedido é atendido pela Secretaria do Bem-Estar Social, que faz uma avaliação e verifica que esta pessoa não tem renda para pagar a retirada. Antes, a média era de dois a cada dez exemplares. Para se ter ideia, a supressão de uma árvore de porte médio para grande pode custar entre R$ 3 mil a R$ 7 mil. Para famílias de baixa renda, é inviável", completa.

Copaíba do Mary Dota

Redes Sociais/Reprodução

Copaíba tombada, no Mary Dota, precisará ser suprimida

Uma das árvores na lista da Semma é uma copaíba centenária e tombada como patrimônio histórico, bastante conhecida no Núcleo Mary Dota, que fica em uma praça localizada na quadra 19 da avenida Marcos de Paula Raphael. No último dia 22, inclusive, a poda de galhos do exemplar foi motivo de críticas de moradores, que chegaram a planejar um protesto, mas, depois, concordaram que a espécie estava trazendo riscos aos frequentadores do local.

"A Defesa Civil também esteve no endereço e confirmou a necessidade de retirada da árvore. Há mais de um ano, ela está morta, apodrecendo, com galhos caindo e com risco de atingirem a cabeça de alguém", frisa Sidnei Rodrigues.

De acordo com ele, o parecer da Semma e da Defesa Civil será encaminhado para análise do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Condema), que dará o aval ou não para o destombamento e supressão do exemplar em sua próxima reunião mensal, que deve ocorrer no próximo dia 29.

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