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Governo argentino é derrotado

Com olhos marejados, presidente Maurício Macri diz que 'kirchnerismo não tem credibilidade' após perder primárias

por FolhaPress

13/08/2019 - 06h00

Agustin Macarian/Reuters

Mauricio Macri, visivelmente abatido com decisão das urnas

Buenos Aires - "A alternativa kirchnerista não tem credibilidade no mundo, o kirchnerismo isola a Argentina do mundo. Seus eleitores precisam entender isso", afirmou Mauricio Macri em entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda-feira (12), na Casa Rosada, em Buenos Aires.

O presidente, com olhos marejados e demonstrando irritabilidade, reagiu à derrota nas primárias argentinas realizadas neste domingo (11), vencidas com 15 pontos de vantagem pelo candidato de oposição Alberto Fernández, que forma chapa com a ex-presidente Cristina Kirchner como vice. 

Macri disse que, na última sexta-feira (9), "a Argentina estava mais rica, havia euforia no mercado internacional" devido às projeções das pesquisas que davam ao atual mandatário bons resultados. "Hoje já tivemos um dia muito ruim, menos investidores se animam a investir aqui e estamos mais pobres do que antes das primárias."

Com o resultado surpreendente, o dólar teve alta de 30% nesta segunda-feira, a 58,85 pesos por dólar, máxima histórica. A Bolsa do país despencava 28,3%, por volta das 12h14.

De acordo com os dados oficiais, o comparecimento foi alto, com a participação de 75% dos eleitores -o voto é obrigatório no país.   

JUROS

O Banco Central argentino aumentou em 10 pontos percentuais a taxa de juros do país, para 74%, em uma tentativa de conter a alta do dólar, que disparou 30% na manhã de ontem.

PRIMÁRIAS

As chamadas "paso" (primárias abertas, simultâneas e obrigatórias) foram criadas em 2009, com a intenção de diminuir o número de candidaturas que concorriam na eleição.

As chapas que obtêm menos de 1,5% dos votos nessa etapa não podem concorrer no primeiro turno, marcado para 27 de outubro. Já o segundo turno, se necessário, será em 24 de novembro.

'Se a esquerdalha voltar, RS pode virar Roraima', afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse que "o Rio Grande do Sul pode virar um Estado como Roraima", caso o kirchnerista Alberto Fernández vença as eleições presidenciais argentinas em outubro. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva felicitou Fernández, por meio do Twitter.

"Se esta esquerdalha voltar na Argentina, nós poderemos ter no Rio Grande do Sul um novo Estado, como o de Roraima, e não queremos isso", disse o presidente, em referência ao êxodo migratório provocado pela crise econômica na Venezuela. "Não queremos ver irmãos argentinos fugindo para cá, caso essas eleições se confirmem."

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