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Aeroporto de Hong Kong é reaberto

Após protestos, acusação de violência policial e centenas de voos cancelados o clima de tensão aumenta

por Agência Brasil

14/08/2019 - 06h00

Thomas Peter/Reuters

Momentos de atuação policial contra os manifestantes têm gerado protestos no mundo ocidental

Seul -  O Aeroporto Internacional de Hong Kong foi reaberto, mas centenas de voos acabaram sendo cancelados nesta terça-feira (13).

Considerado um dos grandes centros de conexão regional, o terminal suspendeu as operações na segunda-feira à tarde por causa de protestos. Mais de 170 voos foram cancelados.

Muitos manifestantes deixaram o local, mas dezenas permaneceram no saguão de chegada exibindo placas.

Segundo as autoridades, os voos foram retomados antes das 7h, hora local. No entanto, elas dizem que mais de 300 voos acabaram sendo cancelados em razão  da falta de aeronaves e outros problemas.

O PROTESTO

Cidadãos de Hong Kong protestam contra um projeto de lei que prevê a extradição de suspeitos de crimes para a China continental para serem julgados e optaram por ficar sentados no saguão do local para denunciar a violência policial contra os manifestantes.

A chefe-executiva de Hong Kong, Carrie Lam, em entrevista, criticou os manifestantes por prejudicarem as operações do aeroporto e pediu o fim de protestos violentos.

BACHELET

alta comissária para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), MIchelle Bachelet, disse estar preocupada com a repressão às manifestações pró-democracia em Hong Kong e pediu um inquérito imparcial na ex-colônia britânica.

Ela "condena qualquer forma de violência e apela às autoridades de Hong Kong para que abram um inquérito rápido, independente e imparcial" sobre o comportamento das forças de segurança, informou o porta-voz Rupert Colville, em entrevista em Genebra.

Entenda

Thomas Peter/Reuters

Momentos de atuação policial contra os manifestantes têm gerado protestos no mundo ocidental

Seul -  Hong Kong voltou a viver um dia de caos nesta terça-feira (13), com novos confrontos entre manifestantes pró-democracia e forças de segurança dentro do aeroporto internacional.

Com isso, todos os voos do território foram cancelados pelo segundo dia consecutivo. Esta é a décima semana consecutiva de protestos contra o governo e os atos têm se tornado cada vez mais violentos.

Segundo a rede CNN, os voos só foram retomados na manhã desta quarta (14), noite de terça no Brasil, após os manifestantes deixarem o local.

As tensões aumentaram ainda mais depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar nesta terça que a inteligência americana detectou que a China está movendo tropas para a fronteira de Hong Kong --ele não apresentou provas da afirmação.

Sem citar a declaração do americano, a chefe-executiva de Hong Kong, Carrie Lam, afirmou que o território corre o risco de ser "esmagado" caso a situação não se resolva.

"A violência levará Hong Kong a um caminho sem retorno e afundará sua sociedade em uma situação muito preocupante e perigosa", disse ela, que tem apoio de Pequim, mas enfrenta pedidos de renúncia dos manifestantes.

A alta comissária para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), MIchelle Bachelet, disse estar preocupada com a repressão às manifestações pró-democracia.

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