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Internacional

Brasil e Chile aceleram acordo

Países divulgam declaração para acelerar livre-comércio; o compromisso está parado desde novembro passado

por Agência Brasil

06/09/2019 - 06h00

Arthur Max/MRE

Teodoro Ribera Neumann e Ernesto Araújo no Itamaraty

Brasília - O Brasil e o Chile decidiram ontem (5) acelerar as providências para que o acordo de livre comércio entre os dois países, assinado em novembro do ano passado, entre em vigor. Esse foi um dos itens da reunião ocorrida no Palácio do Itamaraty, em Brasília, entre os ministros das Relações Exteriores do Chile, Teodoro Ribera, e do Brasil, Ernesto  Araújo.

Para que o acordo entre em vigor é necessário que os parlamentos chileno e brasileiro aprovem a medida. Depois da aprovado, o acordo precisa ser ratificado pelos governos dos dois países. De acordo com os ministros, a medida terá regras que facilitem a entrada de empresas brasileiras no mercado chileno de compras públicas, estimadas em US$ 11 bilhões.

Ao final do encontro, os dois ministros fizeram um comunicado em que enumeraram os pontos acertados. Além da aceleração do acordo de livre comércio, o chanceler Ernesto Araújo disse que os dois países devem intensificar a aproximação entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, pois Venezuela está suspensa temporariamente) e a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Peru). 

CORREDOR RODOVIÁRIO

Os dois chanceleres afirmaram também que os governos do Brasil e do Chile pretendem construir um corredor rodoviário para integrar a região brasileira do Centro-Oeste e os portos marítimos no norte do Chile. Para que esse projeto seja concluído é necessário construir uma ponte sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho (Mato Grosso do Sul) e Carmelo Peralta, pelo lado paraguaio, para alcançar em seguida o noroeste argentino.

O chanceler brasileiro agradeceu a ajuda que o governo chileno vem dando para o combate a incêndios na floresta amazônica. No momento, 4 aviões chilenos trabalham no combate às chamas.

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