Bauru e grande região

Internacional

Após 31 anos, papa visita a África

Aos jovens de Moçambique, onde iniciou um giro pelo continente, papa Francisco pediu que lutem para manter a paz

por Philip Pullella

06/09/2019 - 06h00

Yara Nardi/Reuters

Papa Francisco adentra à categral em Maputo, em Moçambique; seguirá para a Oceania

Maputo - O papa Francisco exortou o povo de Moçambique nesta quinta-feira (5) a nutrir sua paz tão duramente conquistada e se empenhar para oferecer oportunidades iguais a todos para não voltar a mergulhar em uma guerra civil. A última visita de um papa na região aconteceu há 31 anos, quando João Paulo II era o pontífice.

Francisco se dirigiu ao presidente Filipe Nyusi, do partido governista Frelimo, e a opositores do Renamo no palácio presidencial de estilo colonial.

Os dois lados da ex-colônia portuguesa travaram uma guerra civil de 15 anos que terminou em 1992 e matou cerca de um milhão de pessoas, mas só no mês passado assinaram um cessar-fogo permanente.

"No decorrer deste anos, vocês se deram conta de como a busca pela paz duradoura --uma missão que cabe a todos-- pede um esforço vigoroso, constante e incansável. Pois a paz é como uma flor delicada, que se esforça para florescer no solo pedregoso da violência", disse-lhes o papa.

Há quem tema que, agora que o país de 28 milhões de habitantes se aproxima das eleições agendadas para o mês que vem, a violência possa irromper, particularmente em áreas rurais onde os ex-rebeldes têm mais influência.

Ossufo Momade, líder do Renamo, estava na plateia do discurso papal e recebeu uma salva de palmas quando o presidente o mencionou.

Em seu discurso ao papa, o presidente prometeu ajudar a erguer uma nação "onde a não-violência se torne uma cultura vivida por todos, onde a política seja praticada por meio da força do argumento, e não a força das armas".

Mas Francisco disse que, se quiserem uma paz duradoura, os líderes têm que desestimular qualquer forma de fanatismo e exaltação e se esforçar para melhorar as condições e oportunidades para os marginalizados

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