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Internacional

Congresso dos EUA discute impacto da Amazônia

Debate versou sobre os elos comerciais com Brasil e impactos ambientais

por FolhaPress

11/09/2019 - 06h00

Washington - Deputados americanos debateram nesta terça-feira (10) no Congresso medidas para auxiliar no combate ao desmatamento da Amazônia e os possíveis impactos da política ambiental do governo Jair Bolsonaro (PSL) nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, parlamentares mostraram preocupação com o aumento das queimadas e do desmatamento na floresta --classificados por eles como crise global--, mas não foram assertivos sobre condicionar um acordo comercial entre Washington e Brasília a uma mudança da postura de Bolsonaro diante de temas como a preservação do meio ambiente.

AÇÕES CONJUNTAS

Mesmo congressistas de oposição a Donald Trump, aliado de Bolsonaro, concentraram suas exposições na ideia de que é preciso buscar ações conjuntas para resolver a crise de repercussão internacional, sem afirmar que o tema possa criar obstáculos para o relacionamento entre os dois países.

O deputado democrata Albio Sires, que presidiu a audiência intitulada "Preservando a Amazônia: um imperativo moral compartilhado", chegou a dizer que essa não era uma "boa abordagem no momento" e que o objetivo do debate era apenas encontrar soluções sincronizadas entre EUA e Brasil para resolver o problema na floresta.

A economista brasileira Monica de Bolle participou da audiência e fez críticas à condução da gestão Bolsonaro diante da crise da Amazônia.

Segundo ela, a premissa ambiental deveria, sim, passar pelas conversas entre os governos no âmbito de qualquer acordo de comercial e ser usada pelos americanos para mobilizar o Planalto sobre o tema.

O republicano Francis Rooney, por sua vez, afirmou que é preciso equilibrar a dependência global da Amazônia e a necessidade de o Brasil prosperar. "Todos nós temos interesse em incentivar as pessoas a lidar com as mudanças climáticas e sermos verdes."

Renúncia de Bolton

Peter Nicholls/Reuters

Bolton já visitara o Brasil no atual governo e era bem-visto

O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, renunciou nesta terça-feira a pedido do presidente Donald Trump, que alegou ter solicitado a demissão devido a inúmeras diretrizes divergentes.

"Informei John Bolton na noite de segunda que seus serviços não eram mais necessários na Casa Branca. Eu discordo fortemente de muitas de suas sugestões, assim como outros na Administração", tuitou Trump, acrescentando que nomearia um substituto na próxima semana. 

O conselheiro John Bolton era um bom interlocutor entre os EUA e membros do governo brasileiro.

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